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CULTURA

Cada real investido no audiovisual paulistano gera mais de R$ 20, diz estudo

Fórum em São Paulo traz dados do setor e debate políticas públicas para produções de cinema e TV

JOÃO PERASSOLO, DA FOLHAPRESS

Publicado em 10/05/2022 às 09:31

Atualizado em 10/05/2022 às 09:33

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Cinema Petra Belas Artes / Divulgação

Cada R$ 1 investido pela prefeitura paulistana na produção de um filme ou série na cidade gera mais de R$ 20 para a economia. Em âmbito nacional, cada real investido por mecanismos como as leis de incentivo e o Fundo Setorial do Audiovisual retorna aos cofres públicos R$ 15 em impostos.


Além disso, segundo estimativas da Ancine, a Agência Nacional do Cinema, o setor audiovisual brasileiro produziu, em 2018, um valor adicionado maior do que as indústrias têxtil e farmacêutica, considerando também as áreas acessórias que a produção de um filme ou série movimenta, como serviços de hotelaria, alimentação e transporte para as equipes.


Os dados do impacto econômico do setor audiovisual serão apresentados entre esta terça e quinta no Fórum Spcine, um evento em São Paulo que reunirá figuras-chave do setor, incluindo representantes de Buenos Aires e da Cidade do México, para discutir uma agenda de retomada do audiovisual no pós-pandemia e também fazer um balanço dos pouco mais de seis anos de atividade da Spcine, a agência paulistana de fomento ao audiovisual.


"A sociedade conhece pouco os dados do setor audiovisual. Não tem como a gente debater políticas para o setor sem entender quão estratégico ele é", afirma Viviane Ferreira, presidente da Spcine, comentando os valores, obtidos por um serviço de inteligência da agência em conjunto com Secretaria Municipal da Fazenda, o IBGE e a Ancine. "Isto mostra para a gente que a economia criativa faz sentido."


Os dados indicam ainda que a produção de filmes, séries, games e iniciativas de realidade virtual emprega anualmente cerca de 210 mil pessoas em São Paulo, além de outras 290 mil de forma indireta, movimentando R$ 5 bilhões no próprio setor audiovisual e outros R$ 6 bilhões em áreas relacionadas, no mesmo período. Os valores são expressivos, dado que a capital paulista concentra quase 40% das empresas do audiovisual de todo o país.


Ferreira também conta que a Spcine está em diálogo com a Ancine para tentar a liberação de R$ 5 milhões que ficaram congelados pela agência federal nos últimos anos, devido a uma paralisação no repasse da verba do Fundo Setorial do Audiovisual, que atrasou centenas de produções de cinema e televisão no país e causou preocupação no setor. O montante é destinado a 52 projetos a serem realizados em São Paulo que foram selecionados em editais da Spcine, mas ainda não chegaram às mãos dos realizadores.

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