Início da cobrança para dar aulas esportivas no Ibirapuera é adiada

A cobrança pelo uso das dependências do parque, prevista para ter início neste mês, não tem ocorrido e a empresa responsável ainda não definiu novo calendário

Parque Ibirapuera em São Paulo

Parque Ibirapuera em São Paulo | Leco Viana/TheNews2/Folhapress

Professores e assessorias que realizam aulas e treinos esportivos no parque do Ibirapuera poderão continuar oferecendo suas atividades no local sem pagar por isso. Ao menos por enquanto. Isso porque, a cobrança pelo uso das dependências do parque, prevista para ter início neste mês, não tem ocorrido.

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A concessionária Urbia, que administra o parque, trabalha em um novo calendário para iniciar a cobrança, mas a nova data ainda não foi anunciada.  A empresa havia anunciado no ano passado a prática de esportes no espaço é gratuita e livre, mas “atividades esportivas exploradas comercialmente” teriam um custo e que o dinheiro vai contribuir para manutenção do Ibirapuera.

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Até o momento os preços e os critérios de cobrança não foram divulgados oficialmente. A notícia de que a cobrança passaria a ser realizada foi criticada por alunos e pelas empresas que usam o espaço diariamente. O texto conta com informações do “g1”.

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A Urbia por meio de nota que está organizando um novo cronograma para a “regularização das empresas que utilizam o parque”.

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“A Urbia informa que segue no processo de escuta e diálogo com as assessorias esportivas que atuam no Parque Ibirapuera. No momento, a Concessionária trabalha na criação de um novo cronograma para avançar na regularização das empresas que utilizam o Parque Ibirapuera para fins comerciais. A Urbia salienta que os critérios ainda estão sendo definidos e que não existe uma previsão de quando será implantado o programa”, diz o comunicado.

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Com relação aos valores a serem cobrados, o que se sabe até o momento é que uma taxa que varia entre 3 e 5% sobre os preços das aulas deve ser a medida utilizada pela companhia. A informação foi dada  pelo diretor da Urbia à TV Globo em outubro de 2021.

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“Vamos ter pela primeira vez na nossa história um mapeamento de quantas empresas são, quantos alunos elas têm, quanto elas cobram e qual espaço elas realmente precisam. Isso também evita o conflito de uso entre elas. Temos hoje em mente que algo em torno de 3 a 5% do que os alunos pagam para elas. Então se um aluno paga R$ 100 por mês, a assessoria pagaria R$ 3 ou R$ 5”, disse. 

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Contrárias à cobrança, as empresas e assessorias que atuam no parque dizem que não atrapalham os demais frequentadores do local, pois as atividades são realizadas fora dos horários de maior movimento. As entidades também defendem que não há competição entre si por espaço no parque.

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O Parque Ibirapuera foi concedido à iniciativa privada outubro de 2020 e é um dos mais antigos da cidade, com 67 anos.