O ano letivo começou nesta sexta (3) para cerca de 3,3 milhões de estudantes matriculados na rede estadual de ensino de São Paulo.
Segundo Renato Feder, secretário estadual da Educação, o foco das mais de 5,3 mil escolas de São Paulo neste ano será recuperar as perdas no ensino causadas pelo período mais severo da pandemia.
“Durante a manhã, os alunos têm as aulas regulares. Aqueles que precisam, quando a escola não é em tempo integral, o aluno fica no contraturno duas vezes por semana, tendo aulas de reforço. Quando a escola é em tempo integral, o aluno já tem os ‘estudos orientados’, que é um tempo onde ele tem um acompanhamento individual para conseguir recuperar a defasagem que ainda ficou da pandemia”, explicou o secretário.
Outro desafio que precisará ser enfrentado pela Secretaria da Educação é o de levar crianças e jovens de volta às salas de aula.
“Durante a manhã, os alunos têm as aulas regulares. Aqueles que precisam, quando a escola não é em tempo integral, o aluno fica no contraturno duas vezes por semana, tendo aulas de reforço. Quando a escola é em tempo integral, o aluno já tem os ‘estudos orientados’, que é um tempo onde ele tem um acompanhamento individual para conseguir recuperar a defasagem que ainda ficou da pandemia”, explicou o secretário.
Queda no número de alunos
Dados obtidos pela GloboNews junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais “Anísio Teixeira” (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação, mostram que houve uma queda no número de estudantes matriculados nos ensinos fundamental e médio da rede estadual paulista na última década.
No ensino fundamental, de 2013 a 2022, a diminuição na quantidade de matriculados foi de 18,9%, passando de 2,3 milhões de alunos para 1,8 milhão. Já no médio, a queda na última década foi de cerca de 18,8%, caindo de 1,5 milhão para 1,2 milhão.
Para o secretário da Educação, as quedas registradas estão relacionadas com questões demográficas (redução da taxa de natalidade) e evasão escolar, cujo combate é classificado como “questão primordial” por Feder.
“Não é arrastando o aluno pra escola, é deixando a escola mais atrativa. Se a gente tem no ensino médio a educação profissionalizante, se a gente tem boas disciplinas que o aluno quer aprender, como empreendedorismo, educação financeira, se a gente é atencioso, escuta rapidamente o aluno e vê porque ele está faltando, a evasão tende a cair muito rápido”, disse o responsável pela pasta.
