Sindicato de delegados aponta déficit recorde de policiais civis em SP

Dos 41,9 mil cargos previstos para a Polícia Civil, somente 25,9 mil estão ocupados

Além da falta de pessoal, o sindicato reclama de baixos salários

Além da falta de pessoal, o sindicato reclama de baixos salários | Divulgação/Secretaria de Segurança Pública

O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) divulgou informações que revelam um déficit no quadro de policiais civis em São Paulo. A falta de profissionais bateu um recorde histórico, superando pela primeira vez 16 mil posições vagas. O cenário foi constatado no dia 1º de outubro, quando o Diário Oficial do Estado publicou a aposentadoria de 45 agentes.

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De acordo com o sindicato, atualmente, dos 41,9 mil cargos previstos para a Polícia Civil, somente 25,9 mil estão ocupados, conforme relevado pelo portal “R7”. O déficit é de 38,2%.

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“As aposentadorias e pedidos de exoneração são diários na Polícia Civil, e o governo do estado não promove a nomeação dos aprovados em concursos para reposição desses cargos vagos”, conta a delegada Raquel Gallinati, presidente do sindicato.

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Ainda segundo o sindicato, é impossível manter a qualidade de atendimento com uma falta de recursos humanos próxima a 40% e lembra que existem candidatos aprovados em concursos para a Polícia Civil esperando por nomeação por parte do Estado.

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“Todo o trabalho de polícia judiciária fica extremamente prejudicado, refletindo nos índices de investigação e elucidação de crimes. Quando um cidadão busca auxílio de uma delegacia para registrar um crime e o atendimento é demorado ou insatisfatório é porque o policial que está lá precisa cumprir a função de 3 ou 4 colegas”, explica a delegada Raquel Gallinati.

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A falta de agentes tem crescido no Estado. Em janeiro de 2019, o déficit era de 13,4 mil policiais, o que representava 32% do total. Em 45 meses, a Polícia Civil perdeu 2.522 agentes, segundo o Sindpesp.

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Além de número insuficiente de policiais, o sindicato informa ainda que Corporação convive com a falta de investimentos, delegacias deterioradas e equipamentos defasados. Os salários também estão entre os piores do Brasil na visão da entidade.

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Governo

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A Secretaria da Segurança Pública afirma que “investe continuamente na valorização, ampliação e recomposição do efetivo policial”. Em 9 de agosto, foi autorizada a contratação de 3.500 policiais civis e técnico-científicos — sendo 1.333 escrivães, 1.250 investigadores, 552 delegados, 249 peritos criminais e 116 médicos-legistas.

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Paralelamente, outros 14,4 mil policiais foram contratados, sendo 2.574 policiais civis. Cerca de 1.300 estão nas academias de polícia, passando por curso de formação. Ademais, estão em andamento concursos para a contratação de 2.750 novos policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, segundo a nota da pasta.