Unimed: Executivos explicam na Alesp cancelamento de plano de autistas

Sessão ocorre nesta terça, após convocação do deputado estadual Rafa Zimbaldi, com apoio da também deputada Andréa Werner

Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp)

Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) | Divulgação/Alesp

Nesta terça-feira, executivos da Unimed são esperados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para prestar esclarecimentos à Comissão da Pessoa com Deficiência sobre o cancelamento de planos de quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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A sessão ocorre por causa da convocação, em maio último, do deputado estadual Rafa Zimbaldi (Cidadania). A iniciativa conta com o apoio da deputada Andréa Werner (PSB-SP), que tem os direitos das pessoas com deficiência como bandeira parlamentar.

Os representantes da empresa deverão ser o diretor-presidente da Central Nacional Unimed (CNU), Luiz Paulo Tostes Coimbra, e o superintendente da Unimed Brasil, Jeber Juabre Junior. Esse último vai representar o presidente da companhia, Omar Abujamra.

De acordo com a assessoria de Zimbaldi, a Unimed recentemente comunicou a seus clientes autistas sobre a decisão, unilateral, que resultou no cancelamento do plano de saúde, por e-mail e por meio do aplicativo da operadora. A cooperativa alega que o novo reajuste da tabela de serviços seria “muito alto por parte do contratado”. 

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De acordo com o parlamentar do Cidadania, a rescisão de contrato é uma prática abusiva proibida por lei no País, sendo que as únicas possibilidades de isso acontecer são por inadimplência, ou fraude – o que não seria o caso. 

“Nosso objetivo é que a empresa volte atrás quanto a essa medida que prejudica milhares de famílias em todo o País. Pacientes autistas já enfrentam um sem-número de dificuldades para prosseguir com o tratamento. Agora, é necessário um diálogo técnico e aprimorado para chegarmos a um acordo que garanta a continuidade do tratamento de pessoas com autismo. São Paulo não poderia se calar frente a essa decisão, por isso, a convocação”,disse Zimbaldi.

Em junho do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as operadoras de saúde que atuam no Brasil devem continuar oferecendo assistência ao beneficiário internado, ou em tratamento, mesmo após rescindir unilateralmente o contrato.