A Justiça de São Paulo converteu em preventiva, neste sábado (10/10), a prisão de DJ Dani Brasil, investigado após atropelar e matar um homem em situação de rua na capital paulista. A decisão ocorreu durante audiência de custódia, após o motorista fugir de uma abordagem policial e ser preso em Santo Amaro, na Zona Sul da cidade.
DJ Dani Brasil permanecerá preso durante a investigação
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou a conversão da prisão em flagrante em preventiva. Com a decisão, Daniel Santana de Jesus, conhecido como DJ Dani Brasil, continuará preso enquanto o caso avança na Justiça.
A Polícia Civil indiciou o motorista por homicídio com dolo eventual, desobediência e embriaguez ao volante. O indiciamento representa uma suspeita formal durante a investigação e não significa condenação.
Como ocorreu o atropelamento em Santo Amaro
O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (9/10), por volta das 6h10, na região de Santo Amaro. Segundo o registro policial, agentes militares avistaram uma BMW trafegando na contramão e tentaram abordar o condutor.
O motorista não obedeceu à ordem de parada e iniciou uma fuga por ruas e avenidas da região. Durante o percurso, ele atropelou Carlos Alberto Minotti, de 57 anos, que dormia na calçada, sob a estrutura da Linha 5-Lilás do metrô.
Imagens de câmeras de segurança registraram a vítima presa ao veículo. O homem foi arrastado por cerca de 400 metros, até o carro entrar no Clube Joerg Bruder, conhecido como Centro Esportivo Santo Amaro.
Equipes de resgate socorreram Carlos e o levaram à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santo Amaro. Apesar das tentativas de reanimação, ele morreu em decorrência dos ferimentos.
Teste do bafômetro apontou consumo de álcool
De acordo com o boletim de ocorrência, o teste do bafômetro registrou 0,71 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido. O resultado foi usado no registro policial relacionado à suspeita de embriaguez ao volante.
Após abandonar o veículo no clube, Daniel entrou no centro esportivo e foi encontrado por policiais dentro de uma piscina. Os agentes o prenderam e o encaminharam ao 11º Distrito Policial, em Santo Amaro.
Defesa cita consumo de álcool e uso de zolpidem
O advogado Renato Marques Martins afirmou que o DJ havia consumido bebida alcoólica e tomado zolpidem, medicamento utilizado no tratamento da insônia. Segundo a defesa, a combinação teria provocado uma alteração de comportamento.
O advogado também declarou que Daniel não se recordava dos acontecimentos e que pretendia solicitar à Justiça o direito de responder ao processo em liberdade, possivelmente com monitoramento eletrônico.
Até as informações divulgadas sobre o caso, não havia conclusão pericial confirmando a explicação apresentada pela defesa. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do ocorrido e a possível influência das substâncias.
Investigação ainda precisa esclarecer circunstâncias
O homicídio com dolo eventual é uma classificação usada quando há suspeita de que alguém assumiu o risco de causar a morte de outra pessoa. A definição jurídica do caso dependerá do andamento da investigação e das decisões judiciais.
A perícia foi acionada, e o corpo de Carlos foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Os laudos e os demais elementos reunidos pela Polícia Civil poderão contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte.
A defesa informou que pretende pedir a liberdade do DJ. Até que haja novas decisões, Daniel permanece preso preventivamente.
