Plantas ornamentais ajudam a deixar os ambientes mais agradáveis. Mesmo assim, algumas espécies populares dentro de casa podem representar risco para cães e gatos.
Muitas plantas produzem substâncias químicas de defesa. Quando ingeridas ou mastigadas pelos animais, esses compostos podem provocar irritações, intoxicações ou problemas mais graves.
Levantamentos divulgados por portais de medicina veterinária e entidades como a ASPCA Animal Poison Control mostram que várias plantas comuns em residências aparecem com frequência em atendimentos por intoxicação.
A seguir, confira quais são, por que a intoxicação acontece e o que fazer caso o seu animal tenha consumido essas espécies.
Espécies tóxicas e seus agentes
- Lírio (Lilium spp.): considerado extremamente perigoso para pets. A ingestão de pequenas quantidades pode provocar insuficiência renal aguda. O risco não está apenas nas folhas ou flores. O pólen e até a água acumulada no vaso podem causar intoxicação.
- Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia): planta contém cristais de oxalato de cálcio. Quando o animal morde a folha, esses cristais irritam os tecidos da boca. O resultado costuma ser dor intensa, inchaço na língua e dificuldade para engolir. Em alguns casos, o inchaço pode atingir a garganta e dificultar a respiração.
- Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata): apesar da fama de protetora espiritual, essa espécie possui saponinas e glicosídeos em sua composição química. Após a ingestão, cães e gatos podem apresentar salivação excessiva, vômitos e episódios de diarreia.
- Azaleia (Rhododendron simsii): a planta contém grayanotoxinas, substâncias que interferem na atividade elétrica das células. Em animais, isso pode provocar tremores, queda de pressão e alterações no ritmo cardíaco.
- Mamona (Ricinus communis): tôxicas para humanos e animais, as sementes da planta contêm ricina, uma toxina extremamente potente. A ingestão pode causar gastroenterite grave, convulsões e outras complicações sistêmicas.
Por que a intoxicação acontece
Plantas produzem compostos químicos para se proteger de insetos e herbívoros. Entre eles estão alcaloides, glicosídeos e oxalatos.
O organismo de cães e gatos não possui enzimas suficientes para neutralizar esses compostos com eficiência.
Animais domésticos também costumam explorar o ambiente usando a boca. Filhotes curiosos ou pets entediados podem mastigar folhas ou flores.
Dentro de casa, portanto, plantas ornamentais acabam funcionando como uma fonte inesperada de intoxicação.
O que fazer se o animal ingerir a planta
Quando há suspeita de ingestão, a rapidez no atendimento pode fazer diferença no desfecho do caso. O primeiro passo é evitar tentar provocar vômito.
Dependendo da substância envolvida, o refluxo pode agravar irritações na boca e no esôfago.
Identificar a planta ajuda muito no diagnóstico. Fotografar a espécie ou levar uma amostra ao veterinário facilita a definição do tratamento.
Se houver resíduos visíveis na boca do animal, é possível limpar suavemente com água corrente. O ideal é evitar forçar a ingestão de líquidos.
Como evitar intoxicação
A forma mais eficaz de evitar acidentes é escolher espécies consideradas seguras para conviver com animais.
Clorofito, areca-bambu e calathea aparecem com frequência em listas de plantas consideradas compatíveis com ambientes com pets.
Se você ainda deseja manter essas espécies em casa, o posicionamento da planta faz diferença.
Prateleiras altas ou suportes suspensos ajudam a reduzir o acesso dos animais, principalmente em casas com gatos ou filhotes curiosos.


