Alimentação para idosos: 8 nutrientes que não podem faltar

Guia prático, aliado a orientação profissional, pode auxiliar a correta nutrição de pessoas com mais de 60 anos

Carnes, legumes e frutas estão entre os alimentos que não podem faltar na dieta do idoso; entenda

Carnes, legumes e frutas estão entre os alimentos que não podem faltar na dieta do idoso; entenda | Divulgação/MAPA

De acordo com o Ministério da Saúde, a alimentação para idosos deve prover alguns nutrientes essenciais para evitar perda de massa muscular e força. Pensando nisso, a Gazeta traz um estudo sobre os oito nutrientes que não podem faltar na dieta da terceira idade.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como idosos todas as pessoas que têm mais de 60 anos. Isso não significa que a pessoa está, necessariamente, velha. Mas o cardápio deste público merece uma atenção especial.

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Um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com a Faculdade Brasileira mostrou quais os oito nutrientes mais adequados na mesa dos 60+. Ao todo, 172 idosos participaram da pesquisa.

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A análise usou, entre outras referências, o Guia Alimentar para a População Brasileira, um documento do governo brasileiro que orienta a população quanto à alimentação saudável.

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Conheça os 8 nutrientes essenciais na alimentação para idosos

O texto recomenda para idosos os seguintes nutrientes, que são considerados importantes para a manutenção da saúde nessa faixa etária:

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  • Vitamina A: fundamental para o ciclo visual, crescimento, manutenção celular e sistema imunológico.
  • Vitamina B12: essencial para idosos, especialmente devido à possível dificuldade de absorção com a idade.
  • Proteína: importante para a manutenção muscular e saúde geral.
  • Vitamina C: recomendada para aumentar a imunidade e ajudar na absorção de ferro.
  • Vitamina D: essencial para a saúde óssea e imunológica.
  • Selênio: ajuda na função antioxidante e imunológica.
  • Ferro: importante para prevenir anemia, comum em idosos.
  • Cálcio: vital para a saúde óssea e prevenção de osteoporose.

A recomendação geral dos pesquisadores é incentivar a adesão a padrões alimentares que forneçam esses nutrientes.

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Quais alimentos têm os nutrientes essenciais na alimentação de idosos?

Para compor uma dieta adequada com o objetivo de obter os nutrientes da lista acima, a pessoa com mais de sessenta anos deve, antes de tudo, procurar por um profissional de saúde.

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Após a consulta e orientação médica, o guia a seguir, pode servir como auxílio adicional. Confira a seguir quais alimentos podem prover os nutrientes recomendados para pessoas da terceira idade.

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Vitamina A

De acordo com a Universidade Federal de Pelotas, a vitamina A é um micronutriente encontrado em fontes de origem animal (fígado, gema de ovo e leite) e vegetal (provitamina A).

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Além disso, a vitamina também é encontrada em vegetais folhosos verdes (como espinafre, couve, beldroega, bertalha e mostarda), vegetais amarelos (como abóbora e cenoura) e frutas amarelo-alaranjadas (como manga, caju, goiaba, mamão e caqui).

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Aliás, uma fonte adicional de vitamina A são óleos e frutas oleaginosas (buriti, pupunha, dendê e pequi) que são as mais ricas fontes de provitamina A.

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Vitamina B12

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul fez um estudo que revelou os alimentos que mais fornecem vitamina B12 ao organismo. São eles: carne vermelha, peixes, ovo e leite.

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Nesta lista, os alimentos mais ricos em vitamina B12 estão citados em ordem decrescente.

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Proteínas

Muita gente pensa que as proteínas estão apenas em carnes. No entanto, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul informa que também é possível obter esse nutriente de outras fontes.

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Além das carnes, ovos, leite e derivados também são recomendados. Alimentos de origem vegetal podem ser fontes adicionais desse macronutriente. 

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As leguminosas também são fontes deste nutriente (grupo dos feijões e do amendoim), assim como as oleaginosas (grupo das castanhas) e alguns tipos de cereais, como a aveia.

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Vitamina C

As frutas cítricas sempre são a principal resposta para deficiência de vitamina C, o que foi confirmado por um estudo da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. 

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Segundo os pesquisadores, as frutas frescas, principalmente as cítricas, são fontes ideais de vitamina C. 

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O tomate, folhas verdes, que contem teores variáveis dessa vitamina e outras frutas como acerola, caju, goiaba e uva, são fontes alternativas de vitamina C.

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Vitamina D

A maior fonte de vitamina D2 são os cogumelos. Dentre as outras fontes naturais mais ricas em vitamina D3 estão os óleos de fígado de peixe, especialmente o de bacalhau e o de atum.

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O Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) também recomendou como fontes adicionais as partes comestíveis de peixes que apresentam valores elevados de gordura (sardinha, cavala, atum).

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Fígado de mamíferos, ovos e produtos lácteos completam a lista.

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Selênio

De acordo com um estudo da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), as principais fontes alimentares de selênio são os produtos de origem animal. 

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Na lista estão os peixes, as carnes de boi, frango, queijos, leite desnatado e os ovos.

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Dentre os alimentos de origem vegetal, destacam-se as castanhas-do-pará, a castanha-de-caju, pães e os biscoitos.

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Ferro

A Universidade Federal do Sul da Bahia tem uma página que informa os alimentos que mais possuem ferro e as quantidades desse nutriente presentes em cada alimento. 

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Certamente, as carnes vermelhas são as maiores fontes desse mineral. Nesta categoria destacam-se a carne bovina, frango, porco e o peixe.

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Há também as fontes vegetais de ferro. As recomendações da universidade são: aveia, agrião, feijão, arroz integral, alface roxa, tomate, castanha e gergelim.

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Por fim, para aumentar a biodisponibilidade do ferro presente nos vegetais, a instituição recomenda a ingestão desses alimentos com fontes de vitamina C.

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Cálcio

A cultura popular – e também a ciência – sempre costumam recomendar os laticínios como principal fonte de cálcio. Mas pessoas veganas e aquelas que querem obter esse nutriente de outras formas também podem encontrá-lo em outros alimentos.

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De acordo com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, as folhas verdes escuras – como radite, almeirão, rúcula, agrião – e também brócolis, repolho e couve verdes, são boas alternativas.

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Além disso, as sementes de gergelim e o tofu (também conhecido popularmente como “queijo” de soja) são excelentes alimentos fonte de cálcio.

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Alimentação para idosos: cuidados adicionais

Em resumo, o guia acima deve ser usado apenas como complemento a uma orientação profissional. Pessoas com mais de 60 anos devem sempre procurar por um médico e um nutricionista.

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Por fim, é também recomendado a consulta ao Guia Alimentar para a População Brasileira, criado pelo Ministério da Saúde, para uma orientação mais abrangente.