Ataques epiléticos em cães, o que pode ser? Veterinário explica

Especialista explica o que é o transtorno, conta detalhes das causas e como tratar o animal

Alguns cachorros podem apresentar reações que preocupam muito os tutores

Alguns cachorros podem apresentar reações que preocupam muito os tutores | Anastassia Anufrieva/Unsplash

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Alguns cachorros podem apresentar reações que preocupam muito seus tutores. As situações podem ser desde mais simples, como a queda de pelo do cão, ou outras mais agudas, como convulsões em consequências de quadros epileticos. A preocupação ocorre ainda mais pelo desconhecimento do que está acontencendo naquele momento.

A Gazeta conversou com o veterinário Lucas Edel, professor universitário da UniCEUB, que explicou o que é e o que pode causar os ataques epiléticos no animal. Veja abaixo.

 

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O que é a epilepsia canina?

“A epilepsia é um transtorno neurológico que é comum em cães. Geralmente ocorrem em algumas raças mais específicas, afeta até 2% dos cães e geralmente são em cachorros braquicefálicos [com focinho achatado] os casos mais comuns de se encontrar”, explicou o veterinário.

As convulsões são o que caracterizam o transtorno. “Ela é caracterizada por convulsões repetidas. Essas convulsões podem ocorrer de maneira esporádica ou de maneira rotineira [todos os dias]”, complementou.

 

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O que causa a epilepsia canina?

Importante frisar que no início de qualquer sinal ou preocupação é fundamental que o tutor procure um veterinário.

“A epilepsia pode ser causada por diversos fatores, não existe um único fator, é multicausal. Pode estar relacionado a uma predisposição genética, pode ser causado por tumores ou neoplasias no sistema nervoso. Existem algumas doenças também, alguns agentes infecciosos que podem ocasionar, danos neurológicos. Pode-se pensar na raiva, na cinomose, muito comum em cães, entre várias doenças causadas por diversos agentes que podem levar à convulsão. Adicionalmente também os traumatismos que podem ocorrer, uma lesão traumática causada por algum tipo de acidente que também pode ser uma sas causas da epilepsia.”

Contudo, existe a possibilidade da causa não ser descoberta. Trata-se da condição de idiopatia. 

“A epilepsia também pode ser idiopática, ou seja, sem uma causa conhecida. Infelizmente existe essa condição da idiopatia. Ou seja, quando a gente desconhece a causa, já se eliminou todas as outras condições que eu citei acima e então passa a se chamar de epilepsia idiopática”, explicou Lucas Edel.

 

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Como tratar?

“Um dos principais pontos é tentar identificar qual é a causa, se é um tumor, se é uma doença infecciosa, tentar resolver essas situações. Caso seja uma doença infecciosa, tentar resolver e tentar tratar essa doença, caso seja possível. Caso seja neoplasia, a mesma coisa. Porém quando ela é idiopática isso fica um pouco mais difícil”, iniciou o especialista.

“Caso seja possível identificar a causa primária, a gente faz um tratamento permanente nesse animal com o uso de alguns medicamentos que impeçam ou diminuam que as crises e repetidas situações dos quadros epiléticos”, finalizou ele.