Uma das bactérias mais relevantes da atualidade teve recentemente o segredo de sua “invulnerabilidade” desvendado.
A Pseudomonas aeruginosa foi objeto de pesquisa de instituições estrangeiras que buscam entender mais sobre sua resistência a medicamentos.
Com a descoberta, cientistas e a indústria farmacêutica podem trabalhar na produção de mecanismos que possam combater sua ação e mitigar os danos causados por essa bactéria.
O perigo da bactéria
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente, encontrada em locais como água, solo e superfícies. Ela pode causar infecções no sangue, nos pulmões, no trato urinário e em outras partes do corpo, principalmente após cirurgias ou em pessoas mais vulneráveis.
Ela é capaz de causar sintomas leves, como infecções na pele, e até quadros mais graves e fatais, como pneumonia, meningite e septicemia. Sua transmissão se dá pelo contato direto e pode ser agravada por lesões e feridas cutâneas.
A bactéria preocupa especialmente em hospitais, porque pode atingir pacientes debilitados e apresentar resistência a antibióticos. A OMS inclui a Pseudomonas aeruginosa entre os patógenos bacterianos de prioridade para pesquisa e saúde pública.

O segredo por trás de seu perigo
Durante os estudos, os pesquisadores descobriram o mecanismo por trás da resistência aos remédios. O principal responsável por isso é uma membrana externa presente na estrutura da bactéria.
A partir da proteína PA2854, essa membrana é ligada à sua parede celular, formando um bloqueio duplo aos medicamentos e à sua ação. Esse mecanismo foi apelidado pelos autores de “rebite molecular”.
Os pesquisadores usaram cristalografia de raios X de alta intensidade para observar esse processo no nível atômico.
Possibilidade de futuros tratamentos
Apesar da recente descoberta, ainda não há fórmulas farmacêuticas conhecidas que possam combater os efeitos da Pseudomonas aeruginosa.
Porém, a novidade surge como uma pavimentação de pesquisas que possam desenvolver metodologias de tratamento contra a bactéria.
Por ser um mecanismo presente em outros microrganismos patógenos, essa iniciativa pode solucionar diversas questões da saúde pública mundial.






