Adeus às capinhas: celulares mais resistentes colocam proteção extra em xeque

Com vidros mais duráveis e design valorizado, usuários testam usar o smartphone sem capa, mas risco ainda existe

A Apple afirma que a versão mais recente do Ceramic Shield para o iPhone 16 o torna

A Apple afirma que a versão mais recente do Ceramic Shield para o iPhone 16 o torna | Freepik

Com a evolução na resistência dos smartphones, o uso das tradicionais capinhas começa a ser questionado. Fabricantes investem em materiais mais robustos, enquanto consumidores se perguntam se a proteção adicional ainda é necessária.

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Para testar essa ideia, o jornalista Thomas Germain, da BBC, passou um mês usando o celular sem qualquer capa. O experimento foi feito por conta e risco, sem cobertura do jornal em caso de danos.

Um movimento contra as capinhas

Existe hoje um movimento que defende o uso do aparelho “à mostra”. Os adeptos argumentam que capas escondem o design e prejudicam a experiência de uso, tornando o manuseio menos confortável.

Entre esses usuários, deixar o celular sem proteção virou também um símbolo de status. A ideia é exibir materiais premium e linhas minimalistas que custaram caro ao consumidor.

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Amigos de Germain que já haviam feito testes semelhantes afirmam que os celulares atuais suportam quedas com mais facilidade. Fabricantes de películas reforçam o discurso, apostando na resistência do vidro.

Grande parte dos smartphones de marcas como Samsung, Xiaomi, Google e Motorola utiliza o Gorilla Glass, desenvolvido pela americana Corning. O vidro passa por um processo químico que aumenta sua resistência a impactos.

Telas mais duráveis

Segundo a empresa, a troca de íons durante a fabricação cria uma camada de compressão que dificulta a propagação de trincas. O resultado são telas mais duráveis do que as de gerações anteriores.

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Testes de laboratório indicam avanços claros. O Gorilla Armor 2, usado em modelos recentes, resistiu a quedas de até 2,2 metros em condições controladas.

Dados da seguradora Allstate mostram que, em 2024, 78 milhões de americanos relataram danos aos celulares. Em 2020, esse número era ainda maior, o que sugere melhora na durabilidade dos aparelhos.

Quedas rara

Entidades independentes confirmam essa evolução. A Consumer Reports afirma que falhas em testes de queda se tornaram raras nos últimos anos, algo impensável no passado.

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Ainda assim, especialistas alertam que nenhum aparelho é indestrutível. Impactos específicos ou quedas em ângulos desfavoráveis continuam capazes de causar danos.

Durante o mês sem capinha, Germain sofreu apenas uma queda relevante. O celular caiu por uma escada e terminou com um pequeno corte na lateral, sem prejuízo ao funcionamento.

A conclusão do jornalista é direta. Usar o celular sem capa é possível, mas exige cuidado constante e disposição para assumir o risco de um acidente inesperado.