Cansaço mental? Estes alimentos ajudam a recuperar a concentração rapidamente

Descubra como nutrientes específicos combatem a 'névoa mental' e dão o fôlego que seu cérebro precisa para render mais durante o dia

Ainda assim, como ponto de partida, a lista do médico funciona como um mapa simples: comida de verdade, energia estável e escolhas que o cérebro agradece.

Ainda assim, como ponto de partida, a lista do médico funciona como um mapa simples: comida de verdade, energia estável e escolhas que o cérebro agradece. | Freepik

Manter uma boa memória não é mágica e nem privilégio genético. Essa ideia, que o doutor Rodrigo Arteaga repete em vídeos, somam milhões de visualizações. O que vai ao prato influencia como pensamos, lembramos e processamos informação ao envelhecer.

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Segundo ele, o cérebro “cobra” combustível de qualidade o tempo todo. Quando falta energia e nutrientes, os primeiros sinais aparecem rápido: distração, esquecimento do cotidiano e a sensação de pensamento lento, muitas vezes atribuída à idade.

A lógica, para Arteaga, é simples: o cérebro trabalha sem descanso e consome energia em ritmo alto; por isso, sente cedo o efeito de uma rotina alimentar desorganizada. Se você se identificou com o tema, confira a seguir os pontos principais que a Gazeta reuniu neste conteúdo.

Porque a cabeça “falha” quando a dieta não ajuda

Na leitura de Arteaga, parte do cansaço mental que as pessoas aceitam como inevitável pode estar ligado a escolhas repetidas: açúcar em excesso, ultraprocessados e refeições apressadas com gorduras de baixa qualidade. Esse pacote alimenta a inflamação crônica.

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Ela não costuma doer, não aparece no espelho e raramente vira assunto na mesa. Ainda assim, ele aponta que esse processo silencioso pode atrapalhar a memória e a concentração ao longo do tempo, como se o cérebro tivesse que trabalhar com “ruído” o dia inteiro.

A saída proposta não passa por cardápios rígidos nem por modismos. A ideia é montar uma base realista com itens acessíveis, fáceis de repetir e que entreguem energia constante, além de nutrientes ligados à comunicação entre neurônios e à proteção do tecido cerebral.

Ovos: um café da manhã que muda o jogo

Entre os alimentos mais citados por Arteaga, o ovo aparece como peça-chave. O motivo é a colina, nutriente que o corpo usa para produzir acetilcolina, um neurotransmissor associado à formação de memórias e à manutenção do foco.

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Na prática, ele sugere que um café da manhã com ovos pode virar um divisor de águas para quem busca mais clareza mental. Não é promessa de milagre: é constância. A repetição semanal, diz ele, vale mais do que a “semana perfeita” que nunca se sustenta.

Leguminosas e bananas: energia que não apaga no meio do dia

Lentilhas, grão-de-bico e feijões entram na lista por um motivo bem cotidiano: eles liberam energia de forma gradual. Em vez do pico e queda, esse tipo de alimento ajuda o cérebro a trabalhar sem trancos, o que pode favorecer atenção e estabilidade ao longo das horas.

As bananas também aparecem como aliadas por serem simples, baratas e versáteis. Arteaga destaca o potássio, mineral ligado à transmissão de impulsos elétricos entre neurônios, um processo básico para o “vai e vem” de sinais que sustenta raciocínio e resposta rápida.

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Peixe gordo: a sardinha como atalho acessível

Se há um alimento que, segundo o especialista, “ganha carimbo de aprovação” quando o assunto é cérebro, é o peixe gordo. Em especial, a sardinha. “Comê-la duas ou três vezes por semana é uma das melhores coisas que você pode fazer pelo seu cérebro”, afirma.

A explicação passa pelo DHA, um tipo de ômega-3 que compõe a membrana dos neurônios e pode favorecer uma comunicação mais rápida e eficiente. Arteaga lembra que não é preciso gastar com opções caras: a sardinha enlatada cumpre bem o papel.

Sobre o atum, ele costuma tranquilizar quem teme o mercúrio. A orientação que ele apresenta é que o peixe contém selênio e outros compostos que podem reduzir a absorção do metal, permitindo consumo ocasional sem alarme, desde que com bom senso e variedade.

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Anti-inflamatórios do dia a dia: azeite e frutas vermelhas

Um ponto recorrente no discurso do médico é atacar a inflamação crônica com escolhas repetíveis. Azeite de oliva extravirgem entra como aliado por seu perfil antioxidante, bastante estudado na culinária mediterrânea e fácil de encaixar em saladas, legumes e pratos quentes.

Outro destaque vai para as frutas vermelhas, como mirtilos, framboesas e amoras. Ele cita os polifenóis, compostos vegetais associados à proteção de áreas importantes do cérebro, como o hipocampo, região ligada à formação de novas memórias.

Cacau, café e alho: pequenos gestos, efeito acumulado

Arteaga também puxa o freio do “tudo ou nada” ao falar de hábitos menores. Um ou dois quadradinhos de chocolate amargo (acima de 75% cacau) podem apoiar a circulação sanguínea por estimular a produção de óxido nítrico, facilitando o transporte de oxigênio.

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Ele até compartilha uma combinação favorita: chocolate amargo com um punhado de mirtilos. Já o café e o chá-verde, segundo ele, ajudam a manter a mente alerta quando consumidos na primeira metade do dia, sem exagero para não bagunçar o sono.

Outro item citado é o alho, por estimular a produção de glutationa, antioxidante que funciona como um escudo interno contra o desgaste diário. Aqui, o efeito não é imediato como um botão: ele depende de rotina e de um conjunto de escolhas.

Como colocar isso na rotina sem virar dieta rígida

Em vez de uma lista “proibida”, o médico propõe passos alcançáveis e repetíveis. A chave, na visão dele, é consistência: o cérebro responde melhor ao básico bem feito do que a mudanças radicais que duram pouco e geram frustração no caminho.

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  • variar o café da manhã com ovos e incluir leguminosas algumas vezes na semana
  • colocar uma lata de sardinha no almoço em dias alternados, com salada e azeite extravirgem
  • usar frutas vermelhas com iogurte natural no jantar ou como lanche
  • trocar sobremesas diárias por um pouco de chocolate amargo quando der vontade de doce
  • manter café e chá-verde mais cedo, para proteger o sono (que também sustenta a memória)

No fim, Arteaga tenta tirar o peso da culpa e colocar foco no que dá para fazer hoje. “Sua mente pode permanecer forte amanhã se você cuidar do que coloca no prato hoje”, afirma. A mensagem é menos sobre perfeição e mais sobre repetir o que funciona.

Se você tem condições de saúde específicas, usa medicamentos ou precisa de orientação personalizada, vale conversar com um profissional de saúde.

Ainda assim, como ponto de partida, a lista do médico funciona como um mapa simples: comida de verdade, energia estável e escolhas que o cérebro agradece.