Recentemente, a arqueologia europeia registrou marcos extraordinários ao localizar monumentos funerários que atravessaram milênios sem sofrer violações.
Pesquisadores encontraram sarcófagos romanos raros na Croácia e na Hungria, os quais preservam contextos sociais e rituais de despedida da elite romana.
Sarcófagos romanos lacrados na Croácia em gigante de pedra
Na cidade costeira de Cavtat, antiga colônia de Epidaurum, especialistas localizaram um monumento de cinco toneladas pertencente ao período romano tardio.
A estrutura, que repousava a três metros de profundidade, permaneceu selada por mais de 1.500 anos. Helena Puhara, a arqueóloga que liderou a equipe, destacou a raridade de encontrar uma peça em sua posição original e sem danos urbanos.
Simultaneamente, os técnicos identificaram que o sarcófago pertence ao tipo Salona, estilo ligado às oficinas da capital da Dalmácia. Para garantir a integridade do achado, uma operação complexa reuniu antropólogos e restauradores
Além dos restos mortais de um indivíduo, a tumba guardava depósitos orgânicos que passarão por análises laboratoriais para desvendar costumes funerários locais.
Em um caso parecido, este em Barcelona, pesquisadores abriram tumbas de 700 anos na Espanha e fizeram descoberta chocante.
Tesouros ocultos em Budapeste
Por outro lado, em Budapeste, na antiga cidade de Aquincum, uma equipe de arqueólogos abriu um sarcófago de 1.700 anos que exibia um lacre de chumbo derretido.
Esse isolamento hermético impediu a ação de saqueadores ao longo dos séculos. No interior, a arqueóloga Gabriella Fényes encontrou o esqueleto completo de uma jovem nobre rodeada de objetos luxuosos.
Ademais, a tumba revelou um verdadeiro tesouro: 140 moedas, vasos de vidro e figuras de bronze. O item que mais impressionou os pesquisadores foi um tecido tramado com fios de ouro, um artigo exclusivo de famílias com altíssimo status social.
Gabriella ressaltou que o cuidado no sepultamento demonstra um profundo afeto dos familiares pela jovem.
Cápsulas do tempo preservadas
Essas descobertas ampliam o conhecimento sobre a circulação de mercadorias e práticas culturais no Adriático e no Danúbio.
Enquanto o sarcófago croata já ocupa uma área pública para visitação perto do Cemitério de São Roque, os especialistas húngaros ainda examinam a lama no fundo da sepultura de Aquincum.
Eles suspeitam que a peneiragem minuciosa do sedimento revelará joias menores, como brincos de ouro.
Consequentemente, esses achados intactos oferecem um nível de contexto arqueológico incomum.
Saber a posição exata de cada objeto permite reconstruir a história de comunidades que floresceram sob o domínio de Roma há mais de quinze séculos.






