Grafóloga analisa carta de Messi e aponta sinais de controle emocional na despedida da seleção argentina; veja detalhes

A escrita à mão de Messi foi analisada por uma grafóloga, que identificou traços ligados a controle e expressão emocional

Lionel Messi escreveu à mão sua mensagem de despedida da seleção argentina, encerrando uma trajetória histórica com a Albiceleste (Reprodução: @leomessi/ Instagram)

Lionel Messi escreveu à mão sua mensagem de despedida da seleção argentina, encerrando uma trajetória histórica com a Albiceleste (Reprodução: @leomessi/ Instagram)

A despedida de Lionel Messi da seleção argentina ganhou um elemento especialmente pessoal: em vez de uma publicação digital convencional, o craque escolheu escrever sua mensagem à mão. Para a grafóloga Karina Martínez, a decisão ajuda a revelar características que não aparecem da mesma maneira em um texto digitado.

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A carta marcou o encerramento de uma trajetória iniciada em 17 de agosto de 2005, em Budapeste, quando Messi tinha apenas 18 anos. Mais de duas décadas depois, o capitão deixou a seleção após uma carreira marcada por títulos, duas finais de Copa do Mundo e uma relação intensa com os torcedores argentinos.

Segundo Martínez, a própria escolha do papel e da caneta merece atenção. Em uma época em que mensagens são produzidas quase instantaneamente por celulares e computadores, o manuscrito preserva movimentos, pausas, correções e particularidades da escrita.

O que a grafóloga observou na carta de Messi

Na análise apresentada por Martínez, a letra de Messi aparenta ter tamanho entre médio e grande, com uma inclinação predominantemente moderada para a direita.

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Também aparecem algumas letras mais verticais ao longo do texto. Na interpretação grafológica, essa combinação pode estar relacionada a características como expansão, vitalidade e confiança nas próprias capacidades.

A especialista também associou esses elementos a uma tendência de ocupar um papel ativo no ambiente e externalizar a própria energia.

É importante destacar que a grafologia é uma prática interpretativa e não um método científico validado para diagnosticar personalidade ou estados emocionais. Portanto, as características apontadas por Martínez devem ser entendidas dentro da leitura grafológica proposta pela profissional.

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Traços diferentes chamaram atenção

Outro aspecto destacado na carta foram pequenas alterações no padrão da escrita. De acordo com Martínez, aparecem áreas com traços mais intensos, pequenas manchas, torções e letras construídas de maneira fragmentada.

Na chamada Grafologia Emocional, essas alterações são estudadas como acidentes gráficos. O conceito se refere a mudanças localizadas que podem ocorrer durante a escrita e que, dentro dessa abordagem, são interpretadas como possíveis interferências emocionais no movimento habitual.

Para a grafóloga, esses detalhes ganham relevância justamente porque aparecem em determinados pontos do manuscrito, e não necessariamente durante toda a carta.

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A palavra que Messi riscou na despedida

Um dos trechos mais significativos da análise está relacionado a uma correção feita no próprio manuscrito.

Segundo Martínez, Messi teria iniciado uma frase afirmando que aquela havia sido uma decisão que doeu e ainda doía profundamente. Na sequência, uma palavra teria sido riscada e substituída por outra construção.

A alteração chamou a atenção da especialista porque, em vez de simplesmente manter a primeira formulação, Messi teria reformulado a ideia para algo próximo de “Entendo que é o momento certo”.

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Para Martínez, a correção não indicaria necessariamente dúvida em relação à decisão tomada.

Controle emocional aparece como um dos pontos centrais

Na interpretação da grafóloga, a mudança de palavras pode representar uma tentativa de reorganizar a maneira como o sentimento seria apresentado no texto.

A leitura proposta é de alguém que experimenta uma emoção, mas procura estruturá-la antes de colocá-la para fora. Por isso, a análise aponta para um possível esforço de “ordenar, controlar e expressar racionalmente” aquilo que está sendo sentido.

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Esse detalhe também ajuda a entender por que a escolha de escrever à mão ganhou tanta importância na análise. Ao contrário de um texto digitado, o manuscrito mantém visíveis as marcas do processo de construção da mensagem.

Riscos, mudanças, pressão da caneta e alterações na formação das letras permanecem registrados no papel.