Nas profundezas do mar Mediterrâneo, perto da costa de Saint-Tropez, pesquisadores descobriram em agosto de 2025 algo impressionante: um navio mercante do século do XVI. Mesmo a mais de 2.500 metros de profundidade, uma expedição francesa encontrou a embarcação em excelente conservação.
Com cerca de 30 metros, o navio recebeu o nome provisório de “Camarat 4”. Segundo os especialistas, funciona como uma cápsula do tempo. Sua preservação é explicada pela escuridão, baixa temperatura e alta pressão no fundo do mar.
O que foi encontrado na embarcação
Os pesquisadores localizaram um conjunto raro de itens que revela como funcionava o comércio marítimo no período do Renascimento.
Foram descobertos quase 200 jarros de cerâmica com símbolos religiosos, lingotes de ferro usados como mercadoria, utensílios de mesa e objetos de navegação.
Por conta da grande variedade de objetos, arqueólogos suspeitam que o navio fazia parte de uma rede comercial ativa no Mediterrâneo, no qual transportava produtos e matérias-primas.
Tecnologia usada na descoberta
A operação foi conduzida pelo órgão francês de arqueologia subaquática em parceria com a Marinha Francesa. Veículos submarinos foram controlados a distância, esquipados com câmeras de alta definição. Além disso, sistemas de mapeamento em 3D e braços robóticos também foram usados.
Impacto humano
O “Camarat 4″ bateu o recorde de profundidade na arqueologia subaquática da França. Porém, a equipe encontrou mais do que uma grande relíquia. Lixo moderno, como plástico e redes de pesca mostraram que o impacto humano chega até a profundidade do oceano.
Ao encontrar objetos de outro século, os pesquisadores costumam preservá-los em laboratórios para criar um registro digital completo do naufrágio.
Descobertas como essa, ampliam o conhecimento sobre o passado e mostra como a tecnologia pode ser aliada na descoberta do fundo do mar.
