Conheça a curiosa época em que o correio transportava crianças como encomendas

No início do século 20, famílias encontraram no serviço postal uma alternativa inesperada de viagem

Crianças eram identificadas como encomendas postais

Crianças eram identificadas como encomendas postais | Imagem gerada por IA

Crianças enviadas pelo correio nos Estados Unidos formam um dos episódios mais curiosos da história do serviço postal americano. No início do século 20, muitas famílias enfrentavam dificuldades para pagar passagens de trem, o principal meio de transporte da época.

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Com a criação do serviço de encomendas conhecido como Parcel Post, em 1913, os correios passaram a permitir o envio de pacotes maiores, o que abriu brechas para situações inusitadas, incluindo o transporte de crianças pequenas por curtas distâncias.

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Embora nunca tenha sido oficialmente autorizado, alguns pais passaram a confiar seus filhos aos carteiros, aproveitando regras pouco claras sobre peso e tipo de encomenda.

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Funcionários postais acompanhavam as crianças durante o trajeto de trem, garantindo que chegassem ao destino combinado, geralmente na casa de parentes próximos. Os casos eram raros, mas chamaram atenção da imprensa da época.

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Como surgiu a prática de enviar crianças pelo correio

O primeiro caso conhecido ocorreu em 1913, quando uma menina chamada Charlotte May Pierstorff foi enviada de Idaho para a casa da avó, no estado vizinho de Washington. O custo foi significativamente menor do que uma passagem ferroviária comum, o que motivou outros pais a repetirem a experiência nos meses seguintes.

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As crianças normalmente viajavam com etiquetas de identificação presas à roupa e eram acompanhadas por funcionários dos correios ao longo do percurso. Apesar de parecer estranho aos padrões atuais, na época o serviço postal era visto como extremamente confiável, especialmente em comunidades rurais.

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Por que os pais recorriam aos correios

Para muitas famílias do interior dos Estados Unidos, o envio pelo correio era a alternativa mais barata e prática. Viagens longas exigiam dinheiro, tempo e planejamento, algo fora da realidade de trabalhadores rurais e imigrantes recém-chegados.

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Além disso, os carteiros conheciam bem os moradores das regiões que atendiam, o que criava um sentimento de segurança. Em vários relatos da época, os próprios pais descreviam o processo como tranquilo, sem registros frequentes de acidentes.

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Repercussão na mídia e reação do governo

Os jornais rapidamente transformaram os casos em manchetes curiosas. Algumas publicações tratavam o assunto com humor, enquanto outras levantavam preocupações sobre segurança infantil e limites do serviço público.

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Com o aumento da visibilidade, o Serviço Postal dos Estados Unidos decidiu agir. Em 1914, normas mais claras foram criadas proibindo o envio de pessoas como encomendas, encerrando definitivamente a prática.

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Um episódio curioso da história americana

Hoje, o envio de crianças pelo correio é lembrado como uma curiosidade histórica que revela como as pessoas lidavam com dificuldades de transporte no início do século 20. O episódio também ajudou a fortalecer regras modernas de segurança nos serviços postais.

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Embora tenha durado pouco tempo, a prática mostra o nível de confiança que a população depositava nas instituições públicas e como soluções improvisadas surgiam em períodos de limitação econômica.