Estudo revela que ruivos são favorecidos pela evolução há mais de 10 mil anos

Pesquisa com DNA antigo identifica 479 variantes genéticas selecionadas naturalmente, incluindo genes que facilitam a produção de vitamina D em climas frios.

479 variantes genéticas foram favorecidas pela seleção natural na Eurásia Ocidental

479 variantes genéticas foram favorecidas pela seleção natural na Eurásia Ocidental | Pexels

Um estudo publicado pela revista Nature, na Europa, revela que o gene para cabelos ruivos tem sido ativamente selecionado pela natureza há mais de 10.000 anos

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A análise, que contou com a participação de pesquisadores da Universidade de Harvard, desmistifica a ideia de que a espécie humana parou de evoluir biologicamente após a transição para o sedentarismo.

Os cientistas analisaram o DNA de quase 16.000 remanescentes humanos antigos e compararam os dados com informações de mais de 6.000 indivíduos vivos.

O resultado foi a identificação de 479 variantes genéticas que foram favorecidas pela seleção natural na Eurásia Ocidental.

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Entre os traços que se tornaram mais comuns na história recente estão os genes ligados aos cabelos ruivos, à pele clara e a variantes que reduzem as chances de calvície, diabetes e artrite reumatoide.

Vitamina D e adaptação climática

A predominância de genes para cabelos ruivos e pele clara em certas populações possui uma explicação funcional ligada à sobrevivência em latitudes elevadas.

Segundo os pesquisadores, essas características refletem uma adaptação para aumentar a síntese de vitamina D em regiões com baixa incidência de luz solar.

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Para os antigos agricultores, cujas dietas podiam ser pobres em nutrientes específicos, a capacidade de produzir vitamina D de forma mais eficiente por meio da pele tornou-se uma vantagem evolutiva crucial.