Entenda a origem de ‘puxar a capivara’, expressão usada pela polícia para descobrir o passado de alguém

Conheça as teorias por trás do famoso jargão policial que se transformou em sinônimo de checagem de antecedentes em todo o país

Conheça a expressão 'puxar a capivara' de alguém. (Foto: Reprodução IA)

Conheça a expressão 'puxar a capivara' de alguém. (Foto: Reprodução IA)

Você provavelmente já ouviu a expressão “puxar a capivara”, mas sabe de onde realmente veio esse ditado popular?

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No universo das investigações e do cotidiano policial, o nome do animal carrega um peso bem diferente, associado ao passado de alguém.

Sua origem possui diversas versões, mas a principal delas é a famosa teoria da caça noturna. Confira a história abaixo:

Conheça outros ditados populares no Brasil:

A teoria da caça noturna: O tamanho da surpresa

A explicação mais aceita para o surgimento do termo remete aos tempos em que a caça desse roedor era comum em regiões de banhados e charcos.

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Segundo especialistas, a caça acontecia geralmente durante a noite, momento em que os caçadores utilizavam lanternas para localizar o animal.

No escuro, a única coisa que se podia ver eram os olhos da capivara refletindo a luz, o que impedia o caçador de saber o real tamanho do alvo.

Após o disparo, era necessário se aproximar e puxar o animal para dentro do barco para, só então, descobrir as dimensões da “caça abatida”.

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Transportando isso para o mundo jurídico, “puxar a capivara” significa verificar o tamanho da Folha de Antecedentes (FA) de um investigado, que pode ser curta ou surpreendentemente extensa.

Linguagem das ruas e regionalismos

Embora a expressão seja amplamente conhecida, ela não é encontrada facilmente em dicionários clássicos de etimologia, o que sugere um fenômeno linguístico relativamente recente.

Curiosamente, muitos acreditam que a expressão tenha nascido ou ganhado força no estado de São Paulo, espalhando-se depois para outras regiões do país.

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Existem, porém, outras teorias interessantes que tentam explicar essa conexão inusitada entre o animal e o crime:

  • A “sujeira” do roedor: Uma das hipóteses sugere que a ficha criminal lembraria a sujeira e o mau cheiro que costumam se acumular na pele da capivara.
  • Cheio de ratos: Como o animal é um roedor, algumas interpretações associam fichas extensas a uma pessoa “cheia de ratos”, gíria para se referir a crimes cometidos.
  • O “esperto” tolo: No regionalismo, “capivara” também pode significar um indivíduo que tenta passar por esperto, mas é facilmente pego pela polícia.