História do Carnaval brasileiro: 5 fatos que explicam como a festa virou tradição no País

Festa atravessou séculos, misturou ritos antigos e calendário cristão, e ganhou no Brasil uma identidade própria

Todas as atividades administrativas nesses dias, com exceção dos serviços considerados essenciais, serão paralisadas

De procissões às marchinhas e ao sambódromo, veja cinco pontos da história do Carnaval brasileiro | Jarod Burns/Wikimedia Commons

Muito antes de ganhar ruas, fantasias e multidões, o Carnaval já existia como prática social ligada a rituais antigos.

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A festa atravessou séculos, absorveu costumes pagãos e regras do calendário cristão, até encontrar no Brasil um território onde dança e música passaram a ocupar papel central.

A seguir, confira cinco aspectos da história do Carnaval brasileiro, segundo o National Geographic.

1. Procissões deram origem aos primeiros blocos

As manifestações carnavalescas no Brasil têm relação direta com celebrações populares ligadas ao calendário católico.

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De acordo com o artigo A Origem do Carnaval, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, os primeiros blocos surgiram a partir de procissões e festas realizadas nos dias que antecediam a Quaresma.

No Brasil, essas práticas foram influenciadas pelos entrudos portugueses, trazidos no século 17.

As brincadeiras envolviam jogos com água, alimentos e restos orgânicos, marcando uma ocupação intensa do espaço urbano, ainda que de forma desigual entre grupos sociais.

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2. Marchinhas embalaram o Carnaval antes do samba

No século 19, quando o Carnaval se espalhou por diferentes camadas da sociedade, as marchinhas dominavam a festa.

O ritmo tinha origem em marchas populares portuguesas, com compasso binário e cadência marcada, como aponta artigo da Universidade Metodista de Piracicaba.

Entre os nomes mais conhecidos do gênero está Chiquinha Gonzaga, autora de Ó Abre-alas.

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O samba só passou a integrar o Carnaval com Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, lançada em 1916.

3. O carnaval brasileiro criou a palavra sambódromo

A construção do Sambódromo da Marquês de Sapucaí marcou uma virada no Carnaval carioca.

Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1984, o espaço passou a concentrar os desfiles das escolas de samba, que antes ocorriam em avenidas do centro do Rio.

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O termo sambódromo foi difundido por Darcy Ribeiro, então vice-governador do estado. A criação da passarela ajudou a redefinir o formato do espetáculo, como aponta material da prefeitura do Rio de Janeiro.

4. Afoxés moldaram o carnaval como ele é hoje

A presença africana moldou o Carnaval brasileiro de forma decisiva.

Um exemplo são os afoxés, cortejos ligados ao candomblé que carregam referências iorubás em música, vestimentas e instrumentos.

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Os cortejos se desenvolveram paralelamente a manifestações como o frevo e o maracatu, fortalecendo a diversidade rítmica da festa.

O primeiro grupo de afoxé surgiu em Salvador, em 1885, com o nome Afoxé Embaixada da África.

5. O maior bloco do mundo começou pequeno

O Galo da Madrugada de Recife começou de forma modesta, com 75 foliões e 22 músicos, em 1978.

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Décadas depois, tornou-se o maior bloco de Carnaval do mundo, título reconhecido pelo Guinness Book em 1994 após o bloco reunir cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Em 2018, ultrapassou 2,3 milhões, com dezenas de trios elétricos e bandas. Em 2017, recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Cultural, reconhecimento federal de sua importância artística.