Lua Azul de maio promete espetáculo raro no céu e já tem data para acontecer

Evento raro coincide com período de meteoros e favorece observação no Brasil

Lua Azul surge no horizonte e chama atenção pelo brilho intenso

Lua Azul surge no horizonte e chama atenção pelo brilho intenso | Pixabay

Maio reserva um espetáculo celeste imperdível com a chamada Lua Azul, a segunda Lua Cheia do mês, prevista para o dia 31.

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O fenômeno raro acontece no mesmo período da chuva de meteoros Eta Aquáridas, ativa no começo do mês, criando um cenário ideal para quem gosta de observar o céu.

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Apesar do nome curioso, a Lua Azul não apresenta coloração diferente. O termo é usado quando ocorrem duas luas cheias dentro do mesmo mês do calendário, algo possível porque o ciclo lunar dura cerca de 29 dias e meio.

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No Hemisfério Sul, inclusive no Brasil, a visibilidade tende a ser bastante favorável.

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O que é a Lua Azul?

A expressão Lua Azul define a segunda Lua Cheia registrada em um único mês, como acontece em 1º e 31 de maio de 2026.

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A origem do nome vem do inglês “once in a blue moon”, que se refere a algo incomum, e não a uma mudança real na cor do satélite.

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Do ponto de vista astronômico, nessa data a Lua estará próxima da região da constelação de Escorpião, podendo ser vista perto da estrela avermelhada Antares, o que deixa o visual ainda mais interessante.

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Além disso, será uma Microlua, pois ocorrerá quando o satélite estiver mais distante da Terra, parecendo um pouco menor no céu.

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Datas e calendário lunar

O mês começa com Lua Cheia em 1º de maio, às 14h22 (horário de Brasília). Em seguida, a fase minguante ocorre em 9 de maio, a Lua Nova em 16 de maio e a crescente em 23 de maio.

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O destaque fica para a Lua Azul em 31 de maio, às 5h44 (BRT). Em cidades como São Paulo, o melhor momento para observar será ao entardecer, a partir do pôr do sol, por volta das 17h30.

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Para uma observação mais completa, vale acompanhar o nascer da Lua, que geralmente coincide com o pôr do sol.

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Evitar locais com muita iluminação artificial também faz diferença. Áreas afastadas dos grandes centros são ideais para esse tipo de experiência.

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Como observar o fenômeno

Quem quiser aproveitar melhor deve buscar locais escuros e com pouca interferência de luz. O intervalo entre os dias 30 de maio e 1º de junho é o mais indicado, já que a Lua aparenta estar cheia nesse período.

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Binóculos ajudam a enxergar detalhes da superfície, como crateras e regiões mais escuras. Aplicativos de astronomia, como o Sky Tonight, podem orientar sobre horários e posição exata no céu.

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No Hemisfério Sul, a proximidade com Antares torna a observação ainda mais especial. Em algumas regiões da América do Sul, pode ocorrer até o fenômeno de ocultação da estrela pela Lua.

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Significado cultural

Ao longo do tempo, a Lua Azul ganhou diferentes interpretações simbólicas. Em muitas culturas, ela está associada a momentos de renovação, encerramento de ciclos e oportunidades pouco frequentes.

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No contexto brasileiro, há quem relacione o fenômeno a ideias de expansão e novos caminhos. Mesmo com explicações científicas bem estabelecidas, o evento continua despertando reflexões e significados mais subjetivos.

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Dicas de fotografia

Para quem pretende registrar o momento, tanto smartphones quanto câmeras podem dar bons resultados. Nos celulares, ajustar a exposição evita que a Lua fique estourada. Já equipamentos com lentes de maior alcance permitem capturar mais detalhes.

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Fotografar no instante em que a Lua surge no horizonte pode render imagens com tons mais quentes, puxados para o dourado. Incluir elementos da paisagem, como prédios ou natureza, ajuda a criar composições mais interessantes.

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Recursos como HDR podem equilibrar melhor luz e contraste. Depois, compartilhar as imagens nas redes sociais é uma forma de dividir o registro desse fenômeno com outras pessoas interessadas em astronomia.