Marca japonesa ‘sensação’ no Brasil nos anos 90 volta com tudo, para alegria dos fãs

Com funções e designs inéditos no País, empresa era conhecida pela alta qualidade, além de um preço acessível

Uma 'febre' atingiu o Brasil nos anos 1990 e começo dos anos 2000: os dispositivos Walkman e Discman, da marca japonesa

Uma 'sensação' atingiu o Brasil nos anos 1990 e começo dos anos 2000: os dispositivos Walkman e Discman, da marca japonesa | KoolShooters/Pexels

Uma marca “sensação” dominou o Brasil nos anos 1990 e começo dos anos 2000: os dispositivos Walkman e Discman, da marca japonesa “Aiwa”. O sucesso foi tremendo e todos os brasileiros desejavam um destes.

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Os produtos da Aiwa eram inéditos em território nacional, com design, funções e qualidade incomparáveis, além de um preço acessível.

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As décadas passadas eram compostas por costumes e novidades como a década de 1960, em que diversas gírias eram frequentemente utilizadas e são pouco conhecidas hoje em dia.

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A marca, inclusive, retornou ao Brasil, mesmo que de forma tímida, e reacendeu a nostalgia dos brasileiros. Relembre abaixo.

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O sucesso dos produtos Aiwa

Fundada em 1951, a marca japonesa Aiwa se popularizou no Brasil nos anos 1990. Um de seus principais sucessos foi o toca-fitas portátil, chamado de walkman.

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Com o tempo a Aiwa se tornou uma febre nacional também com os seus aparelhos de som. Alguns modelos eram extremamente inovadores, chegando a possuir um carrossel capaz de suportar até cinco CDs, uma novidade que o colocava muito na frente da concorrência.

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A marca japonesa dominava as vendas nas principais lojas de varejo. Era líder absoluto no mercado e tornava uma missão quase impossível concorrer com eles.

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Declínio e sumiço

Contudo, após anos de sucesso, a empresa começou a acumular problemas financeiros. Uma má administração acabou colocando em xeque a existência da empresa com mais de 40 anos de história, em 2008. Em crise, acabou comprada pela sua concorrente, a Sony.

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Após isso, a marca acabou deixando o mercado aos poucos, se tornando material de nostalgia e uma relíquia para quem manteve algum dos produtos.

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Além da Aiwa, outras lojas também fizeram muito sucesso, mas acabaram fechando as portas.

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Retorno da fábrica ao Brasil

Em 2022, a marca retornou ao mercado brasileiro, repondo a saída da Sony, que deixou o Paíos um ano antes.

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Atualmente, a Aiwa usa a mesma fábrica que era da Sony, na zona franca de Manaus, que conta com 27 mil metros quadrados. O local pertence ao Grupo MK, que também é dono da conhecida marca Mondial.

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Buscando se manter no mercado mais atualizado, a empresa comercializa televisores de última geração, fones de ouvido, sons automotivos e torres e caixas de som com a melhor tecnologia possível.

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Os novos produtos da Aiwa podem ser comprados no próprio site da empresa, em lojas físicas ou lojas online de grandes sites especializados.

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A empresa firmou uma parceria com a Polishop, que pretendia entrar no mercado de áudio e vídeo, oferecendo a variedade de produtos eletrônicos.

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“Temos certeza que a ‘nova Aiwa’ vai crescer com rapidez pelo potencial do mercado brasileiro e pela qualidade da marca. Vamos fazer frente às grandes multinacionais que estão aqui” disse publicamente Giovanni Cardoso, cofundador do grupo MK, à época.

A marca se posiciona no segmento “premium” e concorre com marcas como JBL e LG, com preços que chegam a R$ 3 mil e uma variedade de 17 produtos.

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No planejamento de 2024, o grupo MK esperava um faturamento de R$ 6,7 bilhões, com a marca japonesa sendo responsável por R$ 1,4 bilhão.

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Produtos da marca

Walkman – um dispositivo inovador que permitia que todos pudessem ouvir sua música onde estivessem, levando seu aparelho que reproduzia músicas de fitas-cassetes consigo enquanto executava as tarefas do dia a dia.

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Discman – um leitor de CDs portátil, bastante conhecido pela sua praticidade, que chegou para substituir o Walkman, visto que os CDs passaram a ser mais utilizados que cassetes. Foi sucesso até o lançamento do MP3 Player.

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O produto mais completo da Aiwa: o aparelho 4 em 1

Outro produto de sucesso, o aparelho de som possuía, na sua versão completa, quatro em um: uma para discos de vinil, uma com porta-CDs com espaço para cinco, uma para ouvir rádio e uma para reproduzir fita-cassete.

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Um homem, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que comprou o produto em junho de 1997 (a imagem mostrada na primeira posição da galeria mais acima).

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Considerado um artigo de luxo para os amantes da música, o som saiu por R$ 1039, comprado no supermercado Carrefour, na Via Anchieta, em São Paulo.

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Recentemente, ele afirmou que precisou levar o aparelho para o conserto, pois apenas a parte do vinil estava funcionando.

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“Rodei por boa parte de São Paulo, mas em muitos locais que ia, os funcionários informaram que nem achavam mais peças para consertar, de tão antigo que é o produto”, afirmou ele.

Após muita busca, ele contou que conseguiu achar uma assistência técnica capaz de resolver o problema, sendo necessário desembolsar R$ 500 para o conserto.

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Embora o preço seja salgado, o fato do produto estar funcionando foi celebrado, afinal, é muito difícil de se encontrar um aparelho musical tão versátil e nostálgico como esse.