Vocalista dos Backstreet Boys processa aposentada por usar praia em frente à sua mansão de R$ 20 mil

Integrante da banda mundialmente famosa, alega que a faixa de areia em frente à sua casa na Flórida é área privada; defesa da aposentada sustenta que o acesso às praias é garantido pela Constituição estadual

Vocalista da banda 'Backstreet Boys' afirma que a aposentada ultrapassa o limite da maré alta ao permanecer na areia diante de sua mansão, avaliada em cerca de R$ 20 milhões

Vocalista da banda 'Backstreet Boys' afirma que a aposentada ultrapassa o limite da maré alta ao permanecer na areia diante de sua mansão, avaliada em cerca de R$ 20 milhões | Wikimedia Commons/Toglenn

O que define o limite entre a calçada de uma mansão de luxo e o direito de qualquer cidadão de estender sua toalha na areia? Essa é a pergunta central de uma disputa judicial que coloca Brian Littrell, vocalista dos Backstreet Boys, contra uma aposentada de 67 anos na Flórida.

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O astro pop move uma ação contra Carolyn Barrington Hill, alegando que ela invade constantemente a faixa de areia situada em frente à sua propriedade, avaliada em R$ 20 milhões.

Para Littrell, a presença da mulher não é apenas um incômodo, mas um incentivo para que outros banhistas ocupem o espaço que ele considera privado.

O limite da maré

A briga jurídica gira em torno de uma linha geográfica específica: a marca da maré alta. Segundo a defesa de Littrell, as leis estaduais determinam que apenas a parte molhada da areia é pública, tornando a área seca atrás de sua residência um espaço exclusivo do imóvel.

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Para proteger sua privacidade, o cantor adotou medidas drásticas. Instalou placas de sinalização, espalhou móveis de praia pela orla e contratou seguranças particulares para monitorar e afastar quem tenta permanecer no local.

Após uma primeira tentativa de processo ser arquivada por um juiz no ano passado, o músico insistiu na queixa, apresentando sete novas acusações de invasão de propriedade.

Direito ao lazer ou invasão?

Carolyn Barrington Hill, por sua vez, afirma que frequenta o local há décadas e nunca enfrentou problemas legais até agora.

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Sua advogada, Heidi Mehaffey, rebate as acusações classificando-as como “vagas” e desprovidas de evidências que comprovem que a aposentada tenha, de fato, ultrapassado o limite da propriedade privada.

A defesa sustenta que a Constituição da Flórida garante o acesso da população às praias para lazer, independentemente da condição social ou financeira do cidadão.

Segundo Heidi, a cliente não cederá à pressão, reforçando que Carolyn nunca recebeu sequer uma multa por invasão em todos os anos em que visitou a orla.

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Impacto na região

O caso agora corre no tribunal do condado de Walton. Mais do que uma briga entre vizinhos, o desfecho desse processo é aguardado com atenção, pois pode abrir um precedente jurídico importante para o uso das praias na região.

Enquanto a justiça decide, a disputa levanta um debate necessário sobre onde termina o privilégio das mansões à beira-mar e onde começa o direito público ao litoral americano.