A história de Richard Appiah Akoto, conhecido nas redes sociais como Owura Kwadwo, serve como um exemplo perfeito de dedicação extrema ao ensino.
Professor em uma escola pública em Gana, Akoto chamou a atenção do mundo após postar fotos no Facebook em que aparecia desenhando, com giz colorido e riqueza de detalhes, uma tela inteira do Microsoft Word no quadro-negro.
Contorno de dificuldades
O motivo por trás do desenho minucioso era a precariedade: a escola de Akoto não possuía um único computador funcionando desde 2011.
Apesar da ausência de máquinas, os alunos eram obrigados a prestar um exame nacional de informática para progredir aos estudos secundários.
“Faço isso sempre que estou na sala de aula”, revelou o professor, que não esperava a repercussão massiva de suas postagens.
Do giz para notebooks de última geração
Akoto comemorou o presente nas redes sociais, afirmando que o equipamento finalmente possibilitaria o aprendizado real/Reprodução/FacebookApós as imagens viralizarem, a ajuda começou a chegar de diversas frentes, por volta de 2018. A primeira doação, um notebook para a escola, veio de Amirah Alharthi, uma estudante de doutorado da Universidade de Leeds, na Inglaterra.
Akoto comemorou o presente nas redes sociais, afirmando que o equipamento finalmente possibilitaria o aprendizado real de informática para as crianças.
O impacto não parou por aí:
- Microsoft África e Redmond: a gigante de tecnologia se comprometeu a enviar equipamentos e material educacional. Além disso, a empresa levou Akoto até Cingapura para participar do evento Microsoft Education Exchange.
- NIIT (Escola de TI em Accra): a instituição doou cinco computadores desktop para a escola e mais um laptop para uso pessoal do professor;
- Reconhecimento nacional: devido ao seu empenho, Akoto passou a ser cotado para o prêmio de “Melhor Professor Nacional” de Gana, que oferece como prêmio uma casa de três quartos em qualquer lugar do país.
Um exemplo de resiliência
Para Akoto, a tecnologia representa a esperança de que seus alunos não fiquem para trás.
A trajetória do professor, que transformou a lousa em um simulador digital para garantir o futuro de seus estudantes, continua a inspirar educadores e internautas ao redor do mundo, provando que a criatividade pode superar barreiras estruturais profundas.
