Fim da escala 6×1 é votada hoje no Senado e resultado pode definir os próximos passos da proposta que muda a jornada de trabalho

Veja quem apoia ou rejeita a mudança, entenda as regras previstas e confira os próximos passos da PEC no Congresso

Proposta de fim da escala 6x1 de trabalho deve ser pautada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em breve

O parecer de Omar Aziz é favorável ao texto, que ainda será analisado pelos senadores antes de chegar à etapa final. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O possível fim da escala 6×1 está no centro da votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (2/9). A PEC 221/2019 propõe reduzir a jornada semanal e ampliar o descanso remunerado, enquanto senadores ainda analisam emendas e regras para diferentes setores.

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Como está a proposta do fim da escala 6×1

A PEC aprovada pela Câmara estabelece jornada máxima de 40 horas semanais. O trabalhador também passaria a ter dois dias de descanso remunerado por semana.

O texto mantém o salário mesmo com a redução da jornada. A mudança, porém, ocorreria de forma gradual após a promulgação da emenda constitucional.

A Câmara aprovou a proposta em dois turnos. No primeiro, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo, o placar ficou em 461 a 19.

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Quem apoia o fim da escala 6×1

O relator no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à PEC. Ele afirmou que pretende manter o texto enviado pela Câmara e buscar uma votação rápida no Plenário após a análise da CCJ.

A proposta também recebeu apoio de parlamentares de diferentes campos políticos durante a votação na Câmara. O texto atual surgiu da união de propostas que defendiam reduções maiores da jornada.

A PEC 221/2019 original previa uma redução gradual até 36 horas semanais. Já a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propunha quatro dias de trabalho e três de descanso.

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Quem é contra a mudança na jornada

O setor industrial apresenta uma das principais posições contrárias à redução por lei. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 73% das empresas consultadas rejeitam a jornada de 40 horas.

A pesquisa também aponta que 85% das empresas esperam aumento dos custos com empregados. Além disso, 70% projetam perda de competitividade e 68% preveem queda no volume de produção.

Outro argumento contrário envolve pequenas empresas. Entidades empresariais defendem regras específicas e maior prazo para adaptação às novas exigências.

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O que ainda pode mudar na PEC

O texto ainda não está definitivamente aprovado. Na CCJ, existem emendas que podem modificar pontos da proposta durante a tramitação no Senado.

O relatório de Omar Aziz é favorável ao texto e rejeita parte das emendas apresentadas. A pauta da comissão registra 24 emendas, sendo que algumas ainda dependem de análise.

Também estão previstas regras específicas para determinadas atividades. Saúde, transporte e trabalhadores em alto-mar podem receber normas próprias por meio de legislação complementar.

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Quando a nova jornada pode começar

A mudança não entra em vigor apenas com a aprovação no Senado. A PEC precisa passar pelo Plenário da Casa em dois turnos.

São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação. Se os senadores alterarem o conteúdo aprovado pela Câmara, o texto volta para análise dos deputados.

Caso Câmara e Senado aprovem o mesmo texto, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso. A partir disso, começam a contar os prazos previstos para a redução da jornada.

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O texto atual prevê uma primeira etapa 60 dias após a promulgação. Nesse momento, a jornada máxima cairia para 42 horas semanais. Depois, o limite chegaria a 40 horas.

Por isso, o fim da escala 6×1 ainda depende das próximas votações e pode sofrer alterações antes de chegar à etapa final.