Imagine um gigante de aço que já transportou presidentes e estrelas de cinema encontrando um novo propósito no fundo do oceano. Esta é a jornada final do SS United States, que deixará de ser apenas uma lembrança para se tornar um imenso santuário ecológico.
A embarcação será afundada propositalmente na costa de Destin, na Flórida, para estimular a biodiversidade e fortalecer o turismo local. Assim, o icônico navio ganhará uma sobrevida como o maior recife artificial do mundo, atraindo mergulhadores e pesquisadores.
Especialistas em dar nova vida aos navios
Para Tim Mullane, o oceano não é um cemitério, mas um novo começo para embarcações históricas. Ele lidera uma equipe de cerca de trinta profissionais dedicada a preparar o SS United States para sua última missão subaquática.
O americano define o trabalho com bom humor, dizendo que são agentes funerários dos navios e coveiros do mar. Segundo ele, o afundamento planejado de embarcações se tornou um mercado especializado e crescente nos Estados Unidos.
Cuidado ambiental para um mergulho seguro
Antes do afundamento, o casco passa por um processo rigoroso de limpeza, com a remoção de materiais poluentes e resíduos internos. O objetivo é garantir que o ecossistema marinho da Flórida não seja afetado negativamente.
Além disso, a equipe trabalha para que o navio afunde de forma controlada e permaneça em posição estável no leito oceânico. Para Mullane, virar um recife cheio de vida é um destino mais digno do que o desmonte em estaleiros.
A trajetória de luxo do transatlântico americano
Lançado em 1952, o SS United States simbolizava o auge da engenharia naval americana. O navio transportou personalidades como Marilyn Monroe e Walt Disney em travessias luxuosas pelo Atlântico.
Considerado o transatlântico mais rápido e sofisticado já construído nos Estados Unidos, ele foi aposentado em 1969 com a popularização das viagens aéreas comerciais.
Um recordista que descansará com honras
Mesmo submerso a cerca de 54 metros de profundidade, o SS United States manterá seus recordes históricos. Ele ainda detém a marca da travessia mais rápida do Atlântico Norte.
No dia do afundamento, o navio levará consigo a simbólica Fita Azul presa ao mastro. O gigante que dominou os mares na superfície passará a reinar como joia do turismo subaquático.



