Uma descoberta recente chamou atenção de pesquisadores que estudam alimentação e saúde da pele.
Cientistas identificaram que o consumo regular de uvas pode ajudar o organismo a reduzir parte dos danos causados pela radiação solar.
O resultado foi apresentado em um estudo publicado em 13 de maio de 2026 no periódico científico ACS Nutrition Science, e foi conduzida por cientistas da Western New England University, nos Estados Unidos.
Uva altera a resposta dos genes
Segundo os pesquisadores, os compostos presentes na fruta conseguiram modificar a atividade de genes ligados à proteção celular.
Esse mecanismo faz parte da nutrigenômica, área que investiga como nutrientes influenciam o funcionamento do DNA.
Na prática, os cientistas observaram que a pele passou a reagir melhor à exposição aos raios ultravioleta após o consumo regular da fruta. A mudança ocorreu depois de apenas duas semanas de ingestão diária.
O estudo também mostrou uma resposta mais uniforme entre os participantes. Antes do teste, cada pessoa apresentava um padrão genético diferente ligado à proteção da pele.
Como o experimento foi realizado
Os voluntários passaram primeiro por uma fase de limpeza alimentar de duas semanas. O objetivo era reduzir interferências de outros alimentos nos resultados.
Depois disso, os participantes consumiram o equivalente a três porções diárias de uvas em forma de pó liofilizado concentrado produzido a partir da fruta inteira.
Os cientistas coletaram pequenas amostras de pele antes e depois do período de consumo. Em seguida, o material foi exposto a baixas doses de radiação UV em laboratório.
A comparação permitiu analisar como as células reagiam ao sol antes e após a introdução da uva na alimentação.
Menos danos celulares após o consumo
Os pesquisadores identificaram redução nos níveis de malondialdeído nos participantes após o período de consumo da fruta.
Essa substância é usada como marcador biológico de estresse oxidativo e danos celulares.
Quando a pele sofre agressões provocadas pela radiação solar, os níveis desse composto costumam aumentar. No estudo, porém, os resultados mostraram uma diminuição significativa após a ingestão regular da uva.
Para os cientistas, isso indica que os antioxidantes presentes na fruta ajudaram a fortalecer os mecanismos naturais de defesa das células cutâneas.
O interesse nos chamados superalimentos
O pesquisador John Pezzuto, diretor da Faculdade de Farmácia e Ciências da Saúde da Western New England University, afirmou em comunicado que os resultados reforçam o potencial da uva como alimento funcional.
Segundo ele, os efeitos observados na pele podem refletir mudanças em outras partes do organismo, já que a pele costuma responder rapidamente às alterações internas do corpo.
O que você precisa considerar antes de mudar a dieta
Os autores destacam que o estudo foi feito com um grupo pequeno de participantes e utilizou um composto concentrado da fruta, não apenas o consumo ocasional de uvas frescas.
Eles também reforçam que a alimentação não substitui medidas tradicionais de proteção. O uso diário de protetor solar continua sendo indispensável para prevenir danos causados pela exposição ao sol.





