A farinha feita de uva que pode ajudar a controlar a glicemia e proteger o coração

Feita das sementes da fruta, a farinha de uva concentra fibras e antioxidantes que chamam atenção pelos possíveis efeitos no coração, no intestino e na glicemia

Uva é a base de uma farinha funcional feita a partir das sementes da fruta (Foto: aditya bhatia / Pexels)

Sementes de uva costumam desaparecer no lixo sem chamar atenção. Pequenas, duras e quase sempre ignoradas, elas podem virar uma farinha nutritiva capaz de entrar em receitas simples do dia a dia.

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A farinha de uva é feita a partir das sementes da fruta e concentra fibras, antioxidantes e compostos vegetais como flavonoides, resveratrol e proantocianidinas. Por isso, passou a aparecer entre os ingredientes funcionais mais comentados.

Na prática, ela não transforma nenhuma receita em milagrosa. Ainda assim, pode ser uma boa aliada quando entra em uma alimentação equilibrada, principalmente para quem quer aumentar o consumo de fibras sem mudar completamente o cardápio.

O que tem nela

A principal força da farinha de uva está nos compostos antioxidantes. Eles ajudam a combater os radicais livres, moléculas ligadas ao envelhecimento celular e ao desgaste provocado pelo estresse oxidativo.

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Além disso, o ingrediente também possui pequenas quantidades de vitamina E e minerais como potássio, cálcio e ferro. O destaque, no entanto, continua sendo a combinação entre fibras e polifenóis.

Ajuda na glicemia

Um dos pontos que mais chamam atenção é o possível efeito no controle da glicemia. Isso acontece porque as fibras retardam a absorção dos açúcares durante a digestão.

Com esse processo mais lento, o organismo tende a evitar picos repentinos de açúcar no sangue. Mesmo assim, quem tem diabetes não deve usar o ingrediente como substituto de tratamento ou orientação profissional.

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Coração também entra

A farinha de uva também aparece associada à saúde do coração. Seus antioxidantes podem ajudar a reduzir a oxidação do LDL, conhecido como colesterol ruim.

Esse processo é importante porque a oxidação do LDL participa da formação de placas nas artérias. Portanto, dentro de uma rotina saudável, o ingrediente pode somar pontos na proteção cardiovascular.

Como usar no dia

O consumo costuma ser simples. A farinha pode ser misturada em iogurtes, vitaminas, frutas, sucos, saladas, cereais e até massas de bolos e pães.

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A recomendação mais comum fica entre uma e duas colheres de sopa por dia. Para evitar desconfortos, o ideal é começar com pouca quantidade e observar a resposta do corpo.

Cuidado com exageros

Mesmo sendo natural, a farinha de uva não deve ser consumida sem critério. Pessoas com alergia à uva precisam evitar o produto.

Quem usa anticoagulantes, como varfarina, também deve ter atenção, já que compostos como o resveratrol podem interferir no efeito desses medicamentos. Em excesso, as fibras ainda podem causar gases, diarreia e desconforto intestinal.