Coração-sangrando: conheça a planta que ‘chora’ na primavera, desaparece no verão e pode ser cultivada no vaso da sua casa

Flores em formato de coração deram origem ao nome popular da espécie, que entra em dormência nos meses mais quentes

Originária da Ásia, a planta chama atenção pela floração incomum e cresce melhor em locais de meia-sombra (Foto: Wuzur/Wikimedia Commons)

Originária da Ásia, a planta chama atenção pela floração incomum e cresce melhor em locais de meia-sombra (Foto: Wuzur/Wikimedia Commons)

O coração-sangrando, também conhecido como coração-chorando (Lamprocapnos spectabilis), é uma planta originária das florestas úmidas do nordeste da Ásia.

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Ela é famosa em jardins de clima mais ameno por produzir flores bastante diferentes das espécies ornamentais mais comuns.

O nome popular surgiu por causa do formato das flores. As pétalas rosadas formam um pequeno coração pendente, enquanto uma estrutura branca aparece na parte inferior, lembrando uma lágrima.

A seguir, saiba tudo sobre a planta e como cultivá-la em casa.

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Beleza duradoura para jardins de meia-sombra

Quando cultivado nas condições adequadas, o coração-sangrando floresce todos os anos, já que suas raízes armazenam energia durante o período de descanso.

A planta também é uma boa opção para canteiros protegidos do sol intenso e áreas sombreadas do jardim.

Durante a primavera, suas flores costumam aparecer antes mesmo de a vegetação atingir o auge do desenvolvimento, tornando-se um dos destaques da estação.

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Ambiente faz toda a diferença no cultivo

O coração-sangrando cresce melhor em locais de meia-sombra, onde recebe luz difusa ao longo do dia. Em regiões muito quentes, a exposição direta ao sol pode provocar queimaduras nas folhas e reduzir o vigor da planta.

O solo deve ser fértil, rico em matéria orgânica e apresentar excelente drenagem. Em vasos, vale escolher recipientes com furos amplos para o escoamento da água e manter adubações regulares durante o período de crescimento.

As regas devem conservar o substrato levemente úmido, sempre evitando o encharcamento.

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Dormência faz parte do ciclo natural da espécie

Quem cultiva essa planta não deve se assustar quando as folhas desaparecerem no verão. Após a floração, ela entra em dormência e toda a parte aérea seca naturalmente, enquanto as raízes permanecem vivas sob o solo até a primavera seguinte.

Outro cuidado importante é evitar solos constantemente encharcados, condição que favorece o apodrecimento das raízes.

A espécie também pode sofrer com fungos e lesmas. Além disso, contém alcaloides e é considerada tóxica se ingerida, por isso o ideal é mantê-la fora do alcance de crianças e animais domésticos.