O cranberry, mais conhecido como oxicoco no Brasil, tem origem na América do Norte e já fazia parte da alimentação de povos indígenas muito antes da colonização europeia.
Além de alimento, era usado de forma prática no cuidado com feridas e problemas urinários.
No Brasil, a popularização ganhou força a partir de 2010, com a chegada de sucos, polpas congeladas e cápsulas importadas.
O clima tropical não favorece o cultivo em larga escala, o que mantém a fruta mais comum em versões industrializadas.
Mesmo assim, a fruta oferece uma série de benefícios à saúde, que vão desde prevenção da infecção urinária até o controle da saúde renal.
Fruta poderosa
Cranberry pode reduzir risco de infecções urinárias em mulheres com episódios recorrente (Foto: Freepik)O interesse recente nas redes sociais está ligado à prevenção da infecção urinária. O cranberry não elimina a bactéria, mas dificulta sua fixação no organismo, o que reduz o risco de infecção.
De forma simples, ele impede que a bactéria Escherichia coli se prenda às paredes da bexiga. Sem conseguir se fixar, ela é eliminada naturalmente pela urina.
Uma revisão publicada pela Cochrane Library com dados de 8.857 pessoas indicou que produtos à base da fruta podem reduzir em cerca de 26% o risco de infecções urinárias sintomáticas em mulheres com episódios recorrentes. Em crianças, a redução chegou a 54%.
Cranberry é uma das frutas com as maiores concentrações de antioxidantes do mundo (Foto: Freepik)Vale reforçar que ele não substitui tratamento médico. Se a infecção urinária já estiver instalada, a recomendação é buscar tratamento adequado, já que o cranberry atua apenas na prevenção.
Além disso, o cranberry é uma das frutas com as maiores concentrações de antioxidantes do mundo.
Segundo informações reunidas pela Infinity Pharma, esses compostos ajudam a proteger as células e podem contribuir para a saúde cardiovascular, digestiva, cerebral e até mesmo bucal.
Existe alguma contraindicação?
Saiba quem deve evitar a fruta (Foto: Freepik)Apesar dos benefícios, o uso não é indicado em todas as situações. Pessoas com tendência a cálculos renais precisam ter cautela, já que a fruta contém oxalatos, substâncias que podem favorecer a formação de pedras.
Outro ponto é sobre medicamentos. O cranberry pode aumentar o efeito de anticoagulantes, como a varfarina, elevando o risco de sangramentos. Também pode interferir em alguns remédios usados para controle do colesterol.
Formas práticas de incluir na rotina
Suco e cápsulas são as formas mais comuns de consumir cranberry no Brasil (Foto: Freepik)No Brasil, a forma mais eficaz de consumo está no suco concentrado ou em cápsulas, que garantem quantidade adequada dos compostos ativos. A versão industrializada adoçada pode reduzir parte dos benefícios.
Uma opção simples é preparar o suco com 200 g de polpa, 2 xícaras de água e açúcar apenas se necessário. O ideal é consumir sem coar para manter os nutrientes.
A fruta desidratada também pode ser usada em iogurtes e saladas. Ainda assim, a recomendação é verificar a presença de açúcar adicionado, comum nesses produtos, que pode impactar o consumo por quem tem diabetes.









