O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou neste sábado (12/9) que a Polícia Federal informe, em até 24 horas, a situação do celular de Daniel Vorcaro, apreendido em 2025 durante as investigações relacionadas ao Banco Master.
Fachin quer saber como o aparelho e o material extraído dele estão sendo custodiados e em que estado se encontram.
A decisão, porém, não obriga a PF a liberar os dados armazenados no celular.
A determinação ocorre após o ministro André Mendonça, relator do caso, afirmar que a liberação das informações poderia comprometer as investigações.
Segundo ele, uma cópia dos dados extraídos foi entregue pela PF ao seu gabinete e permanece lacrada e sem ser analisada.
O material original está sob custódia da própria Polícia Federal.
Ministros cobram acesso aos dados
Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin têm defendido que os integrantes da Corte tenham acesso integral às mídias extraídas do aparelho.
O argumento é que a divulgação dos elementos da investigação não pode ocorrer de forma seletiva.
Zanin afirmou que todos os ministros devem ter a mesma oportunidade de analisar os elementos relacionados ao julgamento.
A análise das mensagens entre Vorcaro e Moraes está prevista para a próxima terça-feira (15/9), no plenário do STF.
O julgamento poderá resultar na abertura de uma investigação contra Moraes ou na anulação do documento que reúne os diálogos entre o ministro e o ex-banqueiro, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Mendonça, por sua vez, argumentou que as investigações ainda estão em andamento e que o fim do sigilo poderia prejudicar os procedimentos.
Na sexta-feira (11/9), o ministro também liberou o acesso a investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL), e a outros processos envolvendo políticos.
