Celular de Vorcaro: Fachin dá 24 horas para PF informar onde está aparelho apreendido em 2025

Presidente do STF quer esclarecimentos sobre aparelho apreendido em 2025 em investigação ligada ao Banco Master; dados ainda não foram liberados

O ministro Edson Fachin

O ministro Edson Fachin / José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou neste sábado (12/9) que a Polícia Federal informe, em até 24 horas, a situação do celular de Daniel Vorcaro, apreendido em 2025 durante as investigações relacionadas ao Banco Master.

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Fachin quer saber como o aparelho e o material extraído dele estão sendo custodiados e em que estado se encontram.

A decisão, porém, não obriga a PF a liberar os dados armazenados no celular.

A determinação ocorre após o ministro André Mendonça, relator do caso, afirmar que a liberação das informações poderia comprometer as investigações.

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Segundo ele, uma cópia dos dados extraídos foi entregue pela PF ao seu gabinete e permanece lacrada e sem ser analisada.

O material original está sob custódia da própria Polícia Federal.

Ministros cobram acesso aos dados

Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin têm defendido que os integrantes da Corte tenham acesso integral às mídias extraídas do aparelho.

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O argumento é que a divulgação dos elementos da investigação não pode ocorrer de forma seletiva.

Zanin afirmou que todos os ministros devem ter a mesma oportunidade de analisar os elementos relacionados ao julgamento.

A análise das mensagens entre Vorcaro e Moraes está prevista para a próxima terça-feira (15/9), no plenário do STF.

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O julgamento poderá resultar na abertura de uma investigação contra Moraes ou na anulação do documento que reúne os diálogos entre o ministro e o ex-banqueiro, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mendonça, por sua vez, argumentou que as investigações ainda estão em andamento e que o fim do sigilo poderia prejudicar os procedimentos.

Na sexta-feira (11/9), o ministro também liberou o acesso a investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL), e a outros processos envolvendo políticos.