Descongestionante nasal pode viciar em apenas 3 dias, alerda médica; conheça a forma mais segura de aliviar o nariz entupido

Uso prolongado do medicamento pode provocar efeito rebote e agravar a congestão nasal

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Especialista explica por que a lavagem com soro fisiológico é a alternativa mais segura para nariz entupido (Foto: Liza Summer/Pexels)

O nariz entupido costuma ser um dos incômodos mais frequentes do inverno e leva muitas pessoas a recorrerem aos descongestionantes nasais para respirar melhor. O problema é que o alívio rápido pode esconder um risco importante.

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O uso contínuo de descongestionantes nasais por mais de três a cinco dias pode provocar dependência, lesões na mucosa e o chamado efeito rebote, quando o nariz volta a entupir logo após o fim da ação do medicamento.

“Os descongestionantes nasais vasoconstritores aliviam rapidamente o sintoma, mas não tratam a causa. O nariz volta a entupir assim que o efeito termina, fazendo com que a pessoa utilize cada vez mais, criando um ciclo de dependência”, afirma a médica Roberta Pilla, otorrinolaringologista e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

“Além disso, o uso prolongado pode causar lesões na mucosa, ressecamentos e sangramentos, e apresenta um risco maior para pacientes com hipertensão, doenças cardiovasculares e glaucoma”, alerta.

Veja também: como diferenciar os sintomas de rinite e sinusite

Frio favorece o nariz entupido no inverno

As baixas temperaturas provocam uma reação da mucosa conhecida como rinite vasomotora, que faz os cornetos nasais incharem mesmo sem haver infecção.

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Ao mesmo tempo, casacos e cobertores guardados acumulam ácaros e mofo, enquanto a permanência em ambientes fechados aumenta a circulação de vírus respiratórios.

“O nariz entupido no inverno costuma ser resultado dessa combinação: frio, maior circulação de infecções respiratórias virais e alta exposição aos fatores que desencadeiam alergias”, resume a médica.

Saber a causa evita erros no tratamento

Identificar a origem dos sintomas ajuda a impedir o uso desnecessário de antibióticos, já que a maior parte dos casos é causada por vírus ou alergias.

A rinite alérgica costuma provocar espirros, coceira, coriza transparente e obstrução após contato com poeira ou mofo.

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Por outro lado, rinite vasomotora piora ao sair de um ambiente aquecido para o frio, entrar no ar-condicionado ou sentir cheiros fortes, enquanto os testes de alergia normalmente são negativos.

Já a sinusite (rinossinusite) costuma causar secreção espessa, dor ou pressão na face, redução do olfato e, em alguns casos, febre, permanecendo por mais de cinco a sete dias.

Lavagem nasal é a opção mais segura

Segundo Roberta Pilla, a lavagem nasal com soro fisiológico ou soluções próprias é a forma mais segura de aliviar a obstrução.

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Quando forem utilizados sachês para preparo da solução, a água deve ser mineral, previamente fervida e resfriada ou esterilizada para evitar contaminações.

Também é importante não aplicar óleos essenciais nem receitas caseiras dentro do nariz.

A avaliação médica passa a ser necessária quando a obstrução dura mais de duas semanas, ocorre apenas de um lado ou vem acompanhada de sangramentos frequentes e dor intensa na face.

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“O nariz entupido é muito comum, mas não deve ser encarado como algo ‘normal’ apenas porque é inverno”, conclui a médica.