Sucesso nas redes, o influenciador Vovô Anésio, de 88 anos, sofreu um acidente doméstico: tropeçou na quina da cama e caiu no chão, fraturando o fêmur.
Especialmente na terceira idade, o corpo passa a ficar mais sensível a quedas, que se tornam algo cada vez mais perigoso.
Matthias M. Dieter Weisheit, fundador da Felita, rede de residências para idosos com unidades na zona sul de São Paulo, explicou como proteger, supervisionar e buscar amparar os idosos neste tipo de ocorrido. Veja mais abaixo.
Perceber as limitações é algo fundamental
Quedas são a terceira maior causa de mortes de idosos no Brasil, portanto, é necessário sempre estar atento e prevenir riscos.
“Muitas famílias acreditam que o cuidado em casa será suficiente, mas começam a perceber limitações práticas e emocionais, como quedas, esquecimentos, isolamento social e sobrecarga dos cuidadores”, Dieter Weisheit.
Segundo o especialista, a busca por uma casa de repouso no Morumbi ou por um asilo de idosos na zona sul de São Paulo ocorre, em algumas situações, após episódios de riscos crescentes quanto à saúde ou integridade física.
Alguns fatores que costumam, e devem, servir como alertas importantes, são:
- Desaparecimentos temporários;
- Acidentes domésticos;
- Esquecimento do gás ligado ou lapsos de memória que comprometem a segurança.
Embora relativamente comuns, esses acontecimentos indicam que o suporte profissional pode ser necessário para garantir mais proteção e tranquilidade.
Cuidado familiar segue muito importante
Segundo a Felita, o acolhimento em uma casa de repouso não substitui o cuidado familiar, mas o complementa de forma mais estruturada.
Entre os principais benefícios de ter esse trato na rotina são:
- Organização da rotina;
- Acompanhamento contínuo;
- Ambientes adaptados;
- Convivência com pessoas da mesma faixa etária e;
- Estímulos frequentes para o corpo e a mente.
“Segurança não é ausência de riscos, é ter suporte próximo quando algo acontece”, reforça Matthias.
Convivência sadia e constante ajuda na saúde e bem-estar do idoso
Além do cuidado físico, a convivência social tem papel central no bem-estar do idoso
O isolamento prolongado é um fator que afeta diretamente a saúde emocional. A interação diária, por sua vez, mesmo em atividades simples, contribui para manter vínculos, rotina e senso de pertencimento, algo difícil de preservar quando o idoso permanece sozinho por longos períodos.
A depender de cada caso, a decisão de considerar uma casa de repouso também traz reflexos positivos para a família, segundo o especialista.
Ao dividir responsabilidades, reduz-se a sobrecarga emocional, as visitas se tornam momentos de presença e afeto, e a relação com o idoso tende a se fortalecer. “Cuidar melhor, muitas vezes, é cuidar junto”, concluiu Matthias.



