Tarcísio e Haddad levaram nesta terça-feira (29/9) a disputa pelo governo de São Paulo para um debate transmitido pela TV Globo, na capital paulista. O encontro ocorreu na reta final do primeiro turno e reuniu temas estaduais e nacionais, com confronto direto entre os candidatos.
Tarcísio e Haddad discutem segurança pública
A segurança pública abriu o debate e colocou o crime organizado no centro da discussão. Fernando Haddad citou a atuação do PCC e do Comando Vermelho em São Paulo e questionou medidas adotadas pelo governo estadual.
Tarcísio de Freitas respondeu destacando ações de combate ao crime e indicadores de segurança. O governador também defendeu o uso de inteligência, tecnologia e investigação para identificar possíveis vínculos de agentes públicos com organizações criminosas.
Os dados oficiais mostram que São Paulo registrou 1.300 ocorrências de homicídio doloso entre janeiro e julho de 2026. A Secretaria da Segurança Pública mantém bases mensais e consultas específicas para crimes como homicídio, feminicídio, roubo e furto de celular.
Feminicídio também entrou na discussão
Haddad mencionou ainda os registros de feminicídio. A base da Secretaria da Segurança Pública contabilizou ocorrências em diferentes regiões do estado durante os primeiros meses de 2026.
O tema serviu para ampliar a discussão sobre políticas de segurança e proteção às mulheres. Tarcísio afirmou que a violência contra a mulher também ocorre em outras partes do país.
Saúde leva disputa para governos Lula e Bolsonaro
A saúde aproximou o debate paulista das gestões federais. Haddad relacionou dificuldades do SUS aos efeitos da pandemia e criticou a condução do governo Jair Bolsonaro durante o período.
Tarcísio, por sua vez, questionou resultados da gestão de Haddad quando ele comandou a Prefeitura de São Paulo. Os dois também discutiram filas, atendimento médico e investimentos no sistema público.
A situação das filas do SUS continua sendo acompanhada por órgãos federais. Em auditoria divulgada em junho de 2026, o Tribunal de Contas da União avaliou ações do Ministério da Saúde para reduzir a espera por consultas, exames e cirurgias.
Educação e transporte ampliam confronto
A educação apareceu em outro momento importante do encontro. Haddad questionou os indicadores de alfabetização de São Paulo, enquanto Tarcísio citou o reconhecimento obtido pelo estado no programa nacional de alfabetização.
Os dados oficiais do Ministério da Educação mostram que São Paulo tinha 61% dos alunos do 2º ano classificados como leitores em 2025. O indicador corresponde a cerca de 360 mil crianças.
O transporte também colocou propostas diferentes na mesa. Haddad defendeu a criação de um bilhete integrado para a região metropolitana. Tarcísio afirmou que a medida exige análise técnica, financeira e uma estrutura de governança entre os municípios.
Sabesp e economia levam debate ao governo federal
A privatização da Sabesp voltou ao centro da disputa. Haddad criticou o modelo e questionou os efeitos sobre tarifas e serviços. Tarcísio defendeu a mudança e citou investimentos realizados pela empresa.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo informa que regula os regimes tarifários do saneamento e acompanha revisões e reajustes da Sabesp.
Na economia, Tarcísio também questionou Haddad sobre ajuste fiscal e dificuldades enfrentadas por empresas. Haddad respondeu citando decisões tomadas quando ocupava o Ministério da Fazenda e mencionou pagamentos de precatórios.
Assim, Tarcísio e Haddad encerraram o último debate do primeiro turno combinando propostas para São Paulo com referências às disputas nacionais. Segurança, saúde, educação, transporte, saneamento e economia concentraram boa parte das discussões, enquanto Lula e Bolsonaro apareceram como referências políticas ao longo do confronto.
