Se antes o celular costumava ficar na mesa de cabeceira, hoje muita gente leva o aparelho para um lugar ainda mais próximo: debaixo do travesseiro.
O comportamento, que pode parecer exagerado à primeira vista, vem se tornando cada vez mais comum e mostra como o telefone passou a ocupar um espaço central na rotina das pessoas.
Para muitos usuários, o celular já substituiu o despertador, o relógio e até a lanterna, além de ser a última tela vista antes de dormir.

Nas redes sociais, não é raro encontrar relatos de pessoas que admitem dormir literalmente “abraçadas” ao aparelho.
Os comentários costumam confirmar que esse costume está longe de ser isolado.
O medo de perder algo importante
Um dos principais motivos para esse hábito é simples: o receio de não ouvir o alarme ou de perder alguma notificação durante a noite.
Quem costuma deixar o telefone no silencioso ou no modo vibração sente mais segurança mantendo o aparelho o mais perto possível.
Além disso, existe o chamado FOMO (fear of missing out), o medo de ficar por fora de algo relevante, seja uma mensagem, uma notícia ou até aquele assunto que todo mundo vai comentar no dia seguinte.
Para algumas pessoas, a ideia de passar horas “desconectadas” já causa desconforto.
O celular como fonte de conforto
O costume também tem um lado emocional.
Para muita gente, o celular virou uma espécie de objeto de conforto: é por ele que chegam mensagens de amigos e familiares, além de vídeos, músicas e conteúdos que ajudam a relaxar antes de dormir.
Ter o aparelho por perto pode transmitir uma sensação de segurança e controle.
Colocar o celular debaixo do travesseiro, nesse sentido, funciona quase como garantir que esse apoio esteja sempre ao alcance da mão.
O que isso diz sobre a nossa rotina
Mais do que um hábito curioso, dormir com o celular tão perto do corpo revela como a tecnologia está cada vez mais integrada ao dia a dia.
A fronteira entre o tempo online e o tempo de descanso fica cada vez menor, e o aparelho deixa de ser só um objeto para ocupar um espaço íntimo na rotina das pessoas, até na hora de dormir.
