Um novo procedimento virou tendência nos Estados Unidos, o Alloclae. Nele, é feito um enxerto de gordura doada de cadáveres para uniformizar regiões do corpo como quadris, bumbum e seios.
A aplicação leva menos de uma hora e oferece efeitos imediatos. Entenda o que se sabe sobre o processo até o momento.
Atualmente, para colocar um enxerto de gordura corporal do próprio corpo, é preciso uma cirurgia que leva de duas a cinco horas, no centro cirúrgico, e com uma recuperação de no mínimo 30 dias.
Porém, nem todas as pessoas têm gordura corporal suficiente para uma lipoescultura e podem tomar anestesias. Outras questões que podem ser um problema nas lipoaspirações é a flacidez após a cirurgia.
Nesse cenário, o transplante de aloenxerto, feito em consultório, sem anestesias, em menos de uma hora, tornou-se popular entre os estadunidenses.
O que é o Alloclae?
No site oficial do Alloclae, o procedimento é divulgado como uma maneira não cirúrgica de refinar formas naturais com pouco tempo de recuperação.
Ele pode ser feito no consultório médico, em menos de uma hora e oferece efeitos imediatos. Após a aplicação, a pessoa deve separar entre 24 e 48 horas para recuperação.
Conforme o site, o Alloclae é feito de tecidos adiposos humanos doados, como gordura não viva, matriz extracelular, triglicerídeos e tecido conjuntivo.
Ainda consta que, como um produto de células humanas e tecido, o procedimento atende aos requisitos estabelecidos pela FDA, entidade sanitária estadunidense.
É feita a triagem de doadores e teste dos tecidos para detecção de doenças transmissíveis, segundo o site. Eles também alertam que, como qualquer outro procedimento, existe possibilidade de complicações, como reações alérgicas ou imunológicas graves.
O procedimento é seguro?
Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), não existem estudos científicos robustos que comprovem que o procedimento é seguro e eficaz. Mesmo que, supostamente, essa gordura passe por processos de purificação antes da aplicação, ainda podem ocorrer problemas.
Entre os principais risco de complicação, estão:
- Reações inflamatórias;
- Infecções;
- Formação de nódulo;
- Embolia.
