Na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, é possível reparar em um novo acessório que começou a fazer parte da vida dos fãs de literatura: os chamados bookcharms.
Entre 12 e 13 cm de altura e 7 ou 8 cm de largura, a peça que passou a integrar as bolsas dos leitores chama a atenção pelo capricho.
Apesar do pequeno tamanho, as mini-edições trazem textos clássicos e integrais às obras originais.
Com valores variando entre R$ 47 e R$ 60, as lembranças ficam espalhadas por diferentes estandes. Há obras de vários autores famosos, como Clarice Lispector e Fiódor Dostoiévski.
A origem da tendência
Os bookcharms chamaram a atenção em fevereiro de 2026, durante a Semana de Moda de Nova York, quando a marca de luxo Coach lançou, em parceria com a editora Penguin Random House, 12 livros-chaveiro que incluíram títulos de Jane Austen, Celeste Ng., Storm Reid, entre outros.
É cada vez mais comum que marcas de luxo se aliem à causa literária, unindo valores característicos do mundo da moda com a distinção e a autenticidade dos livros.
Bienal do Livro de São Paulo
No Distrito Anhembi, localizado na zona norte, até o dia 13 de setembro, o evento reúne mais de 300 estandes e milhares de fãs de literatura nacional e internacional para conversas, debates e trocas sobre literatura. Neste ano, a intenção da organização é bater o recorde de mais de 722 mil pessoas presentes no evento, que aconteceu na edição passada, em 2024.
As principais editoras para encontrar os bookcharms são a Rocco, Planeta, Globo/Alt e Pé da Letra. Nelas, é possível encontrar obras como O Diário de Anne Frank, As Aventuras de Mike, Metamorfose e A Hora da Estrela.
Os últimos ingressos podem ser conferidos no site e na bilheteria física da Bienal.
