‘Nem toda gordura faz mal’: professor universitário explica como o colesterol pode ser ou não o vilão da sua dieta

Especialista esclarece diferenças entre tipos de gordura, fatores de risco e avanços no tratamento da enfermidade, que pode evoluir sem apresentar sintomas

Nem toda gordura é ruim para a saúde, mas especialsta alerta para excessos (Foto: Divulgação/Freepik)

Nem toda gordura é ruim para a saúde, mas especialsta alerta para excessos (Foto: Divulgação/Freepik)

As gorduras são frequentemente vistas como vilãs da alimentação, especialmente pelo medo do aumento do colesterol. Nem todos os tipos, no entanto, são realmente maléficos ao organismo.

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Alguns tipos de gordura, quando consumidos em excesso, podem aumentar os riscos de doenças cardiovasculares. Por outro lado, há gorduras que são essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Segundo o cardiologista e professor da Faculdade Santa Marcelina, Juliano Cardoso, o mais importante não é eliminar completamente as gorduras da dieta, mas entender suas diferenças e adotar um estilo de vida equilibrado.

Diferentes tipos de gordura

“Nem toda gordura faz mal”, explica o professor. Segundo ele, há três tipos de gordura: saturada, trans e aquelas consideradas boas para a saúde.

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“As gorduras saturadas, presentes principalmente em carnes gordurosas, embutidos, manteiga e laticínios integrais, podem elevar o colesterol LDL quando consumidas em excesso”, revela.

“Já as gorduras trans, encontradas em ultraprocessados, são ainda mais prejudiciais porque aumentam o LDL e reduzem o HDL”.

“Por outro lado, gorduras boas, como as do azeite de oliva, abacate, castanhas e peixes, ajudam a proteger o coração”, finaliza o especialista.

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Essencial, mas perigoso em excesso

O colesterol é uma substância essencial ao organismo, mas seus níveis elevados representam um fator de risco cardiovascular.

“O LDL, conhecido como colesterol ruim, pode se depositar nas artérias e formar placas que aumentam o risco de infarto e AVC”, explica Juliano.

O professor continua: “Já o HDL atua de forma protetora, removendo o excesso de colesterol da circulação. Também precisamos considerar os triglicerídeos, que quando elevados aumentam ainda mais o risco cardiovascular”.

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Doença silenciosa e perigosa

Um dos principais desafios do colesterol alto é a ausência de sintomas.
“O colesterol elevado costuma ser silencioso; na maioria das vezes, não há sinais até que ocorra uma complicação grave, como infarto ou AVC”.

“Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para iniciar mudanças no estilo de vida ou tratamento antes que ocorram danos às artérias”, alerta.

A alimentação influencia o colesterol, mas não é a única causa de níveis elevados. Segundo o professor, existe influência genética, além de fatores como sedentarismo, obesidade, diabetes, hipotireoidismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e envelhecimento.

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“Em alguns casos, como na hipercolesterolemia familiar, o colesterol pode estar muito elevado mesmo com hábitos saudáveis”, explica o cardiologista.

Ainda de acordo com ele, medidas simples podem ter impacto significativo na prevenção de doenças cardiovasculares.

Adotar uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais, reduzir ultraprocessados e gorduras saturadas, praticar atividade física, manter o peso adequado e não fumar são medidas fundamentais. Também é essencial controlar pressão arterial, diabetes e níveis de estresse.