Crianças dão estes sinais quando algo não estão bem na escola, segundo especialista

Ficar de repouso em caso de problemas escolares e avaliação profissional são medidas importantes

Mudança de rotina e aumento de interação entre as crianças são fatores comuns no retorno das aulas

Mudança de rotina e aumento de interação entre as crianças são fatores comuns no retorno das aulas | Jcomp/Freepik

A fase do retorno às aulas é marcada pela ansiedade e entusiasmo, mas também por um fenômeno em comum para muitas crianças, popularmente conhecido como “Escolite”, ou “Síndrome da Creche”.

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Para Pedro Trava, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, esse fenômeno é explicado por alguns fatores: mudança de rotina e aumento de interação entre as crianças. “O sistema imunológico das crianças ainda não é totalmente desenvolvido, então mudanças no sono, alimentação e de interações sociais acabam se tornando grandes variantes para a saúde dos pequenos”, diz o pediatra.

Segundo o especialista, é comum ver um aumento em casos de gripes e resfriados, bronquiolites, otites e amigdalites, além de doenças gastrointestinais causadas por viroses. Contudo, apesar deste aumento, essa exposição e fragilização do sistema imunológico faz parte do desenvolvimento da criança, e é extremamente importante para um crescimento saudável.

“Novos ambientes e pessoas podem carregar vírus e bactérias com os quais a criança ainda não teve contato. Hábitos como colocar objetos na boca ou encostar em superfícies públicas também são fatores de exposição e contaminação” reforça Pedro.

Sinais que preocupam

Para o pediatra, os responsáveis devem seguir as seguintes dicas:

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  • Prestar atenção em mudanças de rotina (sono, alimentação e humor);
  • Náuseas, vômitos e diarreia contínuos;
  • Surgimento de manchas na pele;
  • Dificuldades em respirar;
  • Dores pelo corpo.

Pedro orienta que, em casos de sintomas leves, sem febre e caso se mantenham ativas, podem ter a sua rotina escolar mantida. Já em casos em que a criança está mais afetada e desanimada, a indicação é de que fiquem em casa em repouso e avaliação.

“A ida ao hospital deve ser realizada em casos de persistência ou piora dos sintomas” finaliza o médico do São Luiz Osasco.

Cuidado em dia

Para reduzir casos, a orientação médica é de manter as vacinas em dia, além de manter uma rotina saudável, com uma boa alimentação e rotina de sono adequado.

“É importante lembrar que, apesar dos cuidados, essa mudança de rotina faz parte do crescimento dos pequenos e do desenvolvimento do sistema imune delas”.