Cajamar registra prisão de policial penal após morte da esposa e polícia investiga circunstâncias do caso como possível feminicídio na Grande SP

Perícia, armas e depoimentos devem ajudar as autoridades a esclarecer o que aconteceu na residência e definir os próximos passos do inquérito

O casal tinha uma filha de nove anos e estava casado havia cerca de uma década.

O casal tinha uma filha de nove anos e estava casado havia cerca de uma década. Foto: Felipe Bugni/Arquivo Pessoal

Cajamar registrou a prisão de um policial penal na noite de domingo (27/9), após a morte de uma mulher em uma residência. O caso ocorreu na Grande São Paulo e é investigado pelas autoridades por suspeita de feminicídio.

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Policial penal é preso após morte em Cajamar

Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi preso em flagrante pela polícia após a ocorrência. A vítima é Aline Alves Bugni, de 31 anos, que era esposa do suspeito.

Segundo a Agência Brasil, equipes médicas constataram a morte ainda no local.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o registro inicial ocorreu como morte suspeita. A dinâmica dos fatos ainda passa por investigação.

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Felipe e Aline eram casados havia cerca de dez anos. O casal tinha uma filha de nove anos.

Investigação apura circunstâncias da ocorrência

A SSP informou que o homem também foi preso por violência psicológica contra a mulher, lesão corporal e ameaça. Os crimes ocorreram após agressões envolvendo familiares da vítima.

Durante o atendimento da ocorrência, os agentes apreenderam duas armas de fogo. Carregadores e aparelhos celulares também foram recolhidos.

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A polícia solicitou exames periciais para auxiliar na investigação. Os procedimentos devem ajudar a esclarecer como ocorreu a morte e as circunstâncias que antecederam o caso.

Neste momento, o caso é tratado como suspeita. A investigação deverá reunir os elementos necessários para definir a dinâmica e eventual responsabilização criminal.

Feminicídio é crime previsto no Código Penal

A legislação brasileira passou a tratar o feminicídio como crime autônomo em 2024. A mudança ocorreu com a Lei nº 14.994, que alterou o Código Penal.

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O Planalto estabelece que o crime ocorre quando uma mulher é morta por razões relacionadas à condição do sexo feminino.

A lei considera essa condição quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a mulher. A pena prevista atualmente é de 20 a 40 anos de prisão.

São Paulo teve alta nos casos no primeiro semestre

Os dados mais recentes da segurança pública paulista apontam 142 feminicídios no primeiro semestre de 2026. O número representa alta de 10% em comparação com os 129 casos registrados no mesmo período de 2025.

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Em junho, porém, houve redução dos registros de feminicídio. Foram 17 casos em 2026, contra 21 no mesmo mês do ano anterior.

Outros indicadores apresentaram aumento no período. Os registros de descumprimento de medidas protetivas chegaram a 2.099 ocorrências em junho.

O caso de Cajamar segue sob investigação. Novas informações poderão esclarecer a dinâmica da morte e os próximos procedimentos adotados pelas autoridades.