Cuidar da saúde da pele vai muito além da estética; trata-se de um hábito essencial para a longevidade. Recentemente, as atenções se voltaram para esse tema após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passar por um procedimento complementar de radioterapia superficial no couro cabeludo, no Hospital Sírio-Libanês.
O tratamento é o desdobramento da retirada de um tumor de pele diagnosticado como carcinoma basocelular.
Embora a palavra “carcinoma” e o termo “câncer” possam assustar à primeira vista, entender o comportamento dessa lesão traz tranquilidade.
Comum e associado ao estilo de vida, esse diagnóstico serve como um alerta importante sobre os efeitos cumulativos do sol ao longo dos anos.
O que é carcinoma basocelular?
O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais frequente de câncer de pele no mundo, correspondendo a cerca de 80% dos casos diagnosticados.
Ele tem origem nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme (a parte superficial da pele).
Diferente de outros tumores mais agressivos, o carcinoma basocelular apresenta características muito específicas que o tornam altamente tratável:
- Baixa agressividade: É considerado um tumor de crescimento lento e muito pouco agressivo.
- Lesão localizada: Ele raramente se espalha para outros órgãos do corpo (metástase).
- Excelente prognóstico: Quando detectado precocemente, as chances de cura completa são elevadas.
A principal causa para o surgimento do carcinoma é a exposição prolongada e sem proteção aos raios ultravioleta (UV) do sol.
Como os danos solares são cumulativos, é natural que esse tipo de lesão se manifeste com maior frequência após os 40 ou 50 anos, surgindo em áreas expostas como rosto, pescoço e couro cabeludo — exatamente o caso do presidente.
O caso do presidente Lula: entenda o procedimento
O acompanhamento médico do presidente Lula exemplifica perfeitamente como a medicina lida com o carcinoma basocelular de forma preventiva e segura.
Após notar a lesão no couro cabeludo, a equipe dermatológica optou pela remoção cirúrgica da peça.
Médicos especialistas reforçam que, embora seja uma lesão localizada, a retirada é fundamental porque o tumor continua aumentando de tamanho se não for tratado, gerando pequenas feridas que não cicatrizam e podem sangrar.
Dando sequência ao protocolo, o presidente iniciou sessões de radioterapia superficial. Entenda os detalhes desse procedimento de rotina:
- Objetivo preventivo: A radioterapia foi indicada como um tratamento complementar para eliminar qualquer célula residual e evitar o retorno do tumor no local.
- Sem efeitos colaterais graves: Por ser uma aplicação superficial e focada na pele, o procedimento não provoca reações sistêmicas adversas.
- Rotina normal: O tratamento não exige repouso. Lula mantém sua agenda de trabalho e compromissos diários normalmente ao longo das 14 sessões restantes.
Vale ressaltar que o histórico médico recente também inclui o tratamento de uma queratose (ou ceratose) em fevereiro.
A queratose é um espessamento da camada superficial da pele, rica em queratina, que também tem ligação com o sol e foi resolvida rapidamente através de uma cauterização simples.
Como identificar os sinais na pele?
Como o carcinoma se desenvolve lentamente, o autoexame e a observação constante do corpo são os maiores aliados da prevenção. O carcinoma basocelular pode se manifestar de formas variadas, assemelhando-se por vezes a condições benignas.
Fique atento aos seguintes sinais de alerta:
- Feridas que não cicatrizam: Lesões que sangram facilmente, formam crostas e permanecem abertas por semanas.
- Nódulos perolados: Pequenos caroços elevados, com brilho ceroso ou translúcido, que podem apresentar vasinhos de sangue visíveis na superfície.
- Manchas avermelhadas: Áreas planas e rosadas que descamam ou coçam constantemente.
- Cicatrizes suspeitas: Marcas com aspecto esbranquiçado ou amarelado em locais que não sofreram traumas anteriores.
