Peixe-diabo e o fim do mundo: há relação entre ele e os tsunamis?

Aparição de peixe-abissal provoca teorias sobre catástrofes e o fim do mundo; saiba o que dizem especialistas e internautas

Presença do peixe em águas rasas gerou especulações online

O que é o peixe-diabo e por que ele chama atenção? | Reprodução/X

O peixe-diabo-negro (Melanocetus johnsonii) é uma criatura abissal que vive entre 200 e 2 mil metros de profundidade.

Recentemente, pesquisadores da ONG Condrik Tenerife registraram pela primeira vez um exemplar dessa espécie próximo à superfície, a apenas dois quilômetros da costa de Tenerife, na Espanha.

Já o “peixe do juízo final” apareceu pela terceira vez em um ano no fim de 2024.

Reações nas redes sociais

A presença do peixe em águas rasas gerou diversas especulações online.

Comentários como “O vídeo desse peixe me deu uma sensação horrível de que algo muito ruim está para acontecer” e “Concordo, se ele subiu de lá de baixo deve estar acontecendo algo ruim no habitat dele” refletem o temor de que a aparição seja um mau presságio.

O que dizem os especialistas?

Especialistas, no entanto, oferecem explicações mais racionais. O biólogo Pedro Henrique Tunes, mestre em zoologia pela UFMG, afirmou: “Provavelmente o animal estava doente para subir tanto assim”.

Segundo matéria do portal Terra, ele acrescenta que “sempre existem boatos de que peixes abissais na superfície são sinal de tsunami, mas isso é um mito, não há evidências”.

Possíveis causas para a aparição

Tunes sugere que doenças ou desorientação podem ter levado o peixe-diabo-negro à superfície.

Além disso, embora algumas espécies realizem migrações verticais, esse comportamento não é típico do Melanocetus johnsonii, que geralmente permanece nas profundezas.

Devemos nos preocupar?

Embora a aparição do peixe-diabo-negro tenha gerado teorias sobre eventos catastróficos, especialistas indicam que não há evidências que sustentem essas preocupações.

A presença do animal em águas rasas provavelmente se deve a fatores como doença ou desorientação, e não a presságios de desastres iminentes.