Por que você deveria parar de tomar café extra forte, segundo especialistas

Entenda por que o café extra forte tem um amargor excessivo e o que realmente define sua baixa nota de qualidade

Descubra a escala ABIC e saiba quais impurezas e defeitos são tolerados nos cafés tradicionais e extra fortes.

Descubra a escala ABIC e saiba quais impurezas e defeitos são tolerados nos cafés tradicionais e extra fortes. | Banco de imagens

O café extra forte, um dos tipos mais consumidos pelo brasileiro, é frequentemente alvo de confusão, pois muitos consumidores acreditam que sua principal característica é apenas a torra mais elevada. A classificação oficial desse produto, realizada pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), revela, contudo, que a diferença está profundamente ligada à pureza e à qualidade do grão utilizado. A indústria de café trabalha com diferentes categorias.

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Na escala de qualidade global da bebida, que vai de 0 a 10, os cafés Extra fortes e tradicionais estão na base, atingindo notas que variam de 4,5 a 5,9 no máximo.

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O café extra forte, geralmente, se situa no nível mais baixo, de 4,5 a 5,5, pois a nota 6 já inclui os cafés tradicionais. A ABIC informa que esses são os tipos mais consumidos, devido ao seu custo bem acessível e alta rentabilidade.

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O amargor excessivo sentido na degustação do café extra forte é resultado não só da torra alta, mas também de outros detalhes intrínsecos à classificação.

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Ao bebê-lo, o consumidor tende a sentir o sabor somente “lá atrás”, onde nossa língua percebe o amargor, e o aroma é percebido apenas como “cheiro de alguma coisinha queimada”.

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O que define a pureza e a qualidade

A diferença nas classificações de café não é apenas sobre o tipo de torra; ela reside no quanto cada categoria tolera impurezas e defeitos nos grãos.

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Enquanto os cafés gourmets (nota de 7,3 até 10) não aceitam “nem impureza e nem defeito”, exigindo somente grãos inteiros, os inferiores são mais permissivos. Os cafés superiores, por exemplo, toleram defeitos nos grãos, mas não toleram impurezas.

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Os cafés Extra fortes e tradicionais, por estarem na base da escala de qualidade, toleram uma certa quantidade de defeitos nos grãos e também a presença de impurezas.

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Defeitos nos grãos incluem grãos quebrados, brocados, grãos de frutos verdes ou muito maduros. Já as impurezas podem ser cascas do café, presença de algum galho ou folha.

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Comparação sensorial

Dessa forma, a seleção cuidadosa dos grãos e a torra controlada é que elevam a nota do café para a categoria Gourmet. Esses cafés de alta qualidade apresentam notas sensoriais elaboradas, com sabor e aroma mais suaves.

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É possível sentir acidez nas laterais da língua e doçura na ponta, além do amargor lá atrás, de maneira equilibrada.

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O café Gourmet se torna mais leve de descer e, frequentemente, pode ser tomado sem açúcar.

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Já o extra forte, devido à sua nota baixa de Pureza e Qualidade, é “bem pesado”. A própria ABIC certifica o produto, indicando que ele cumpre o mínimo de pureza, classificando-o na escala extra forte.