Greve da CPTM: presidente diz que sindicato descumpre decisão da Justiça e impede abertura de estações

Presidente da CPTM afirma que sindicato não cumpriu a determinação da Justiça de manter 80% dos ferroviários em atividade nos horários de pico da greve desta terça-feira (4/8)

Michael Cerqueira, presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) /Reprodução/TV Globo

Michael Cerqueira, presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) /Reprodução/TV Globo

O presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Michael Cerqueira, afirmou nesta terça-feira (4/8) que os ferroviários em greve não estão cumprindo a decisão judicial que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

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Segundo Cerqueira, o descumprimento da medida tem impedido a abertura gradual de novas estações durante a paralisação.

“O planejamento era abrir as estações conforme os funcionários entrassem em suas escalas, respeitando a decisão da Justiça. Como isso não aconteceu, não conseguimos avançar na operação”, declarou ao Bom Dia SP, da TV Globo.

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) determinou que a categoria mantenha pelo menos 80% dos empregados nos horários de pico e 60% nos demais períodos.

Em caso de descumprimento, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) poderá pagar multa diária de R$ 400 mil.

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Governo pede fim da paralisação

Michael Cerqueira também afirmou que o governo estadual manteve diálogo com os ferroviários e defendeu o encerramento da greve.

“A população não pode ser prejudicada. Sempre buscamos atender as reivindicações dentro do possível”, disse.

O presidente da CPTM ainda classificou o movimento como uma pauta política e afirmou esperar que parte dos trabalhadores retorne às atividades no horário de pico da tarde.

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Categoria cobra garantia de empregos

O sindicato afirma que a greve foi mantida porque o governo não apresentou uma garantia formal de preservação dos empregos dos cerca de 4,7 mil funcionários da CPTM diante do processo de concessão das linhas.

Entre as principais reivindicações estão a manutenção dos postos de trabalho, a reestatização definitiva das linhas 11, 12 e 13 e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025, que prevê a absorção dos empregados da estatal por órgãos da administração pública estadual.

Segundo a entidade, apenas cerca de 11% dos funcionários da CPTM foram incorporados pela concessionária Trivia Trens.

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Governo diz que apresentou propostas

Em nota, o governo de São Paulo informou que, durante reunião realizada na segunda-feira (3/8), reafirmou compromissos relacionados à preservação dos empregos e à análise de propostas de interesse da categoria.

Entre elas estão a possibilidade de absorção de empregados por outros órgãos estaduais, a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Para a gestão estadual, a paralisação prejudica milhares de passageiros e não contribui para o avanço das negociações.

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Entenda o motivo da greve

A greve atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que atualmente estão sob operação temporária da CPTM.

As linhas haviam sido concedidas à concessionária Trivia Trens, mas voltaram ao controle da estatal por 90 dias após falhas operacionais registradas nos primeiros dias da operação privada.

Os ferroviários afirmam que temem demissões após o fim desse período e cobram garantias sobre o futuro dos trabalhadores. O sindicato informou que não há prazo definido para o encerramento da paralisação.