A greve dos ferroviários afeta a circulação dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) desde a manhã desta terça-feira (4/8).
Enquanto algumas linhas operam parcialmente, outras tiveram a circulação totalmente interrompida, provocando mudanças no deslocamento de milhares de passageiros na Grande São Paulo. A greve foi decidida em assembleia, na noite desta segunda-feira (3/8).
Além disso, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos. O trânsito na cidade já registra mais de 383 quilômetros de lentidão, por volta das 12h50. Pela manhã, o congestionamento chegou a 1.143 km.
Confira abaixo como está a operação de cada linha.
Linha 10-Turquesa
A linha 10-Turquesa opera normalmente durante a greve, sem alterações na circulação dos trens.
Linha 11-Coral
A linha 11-Coral está funcionando apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já o percurso entre Estudantes e Corinthians-Itaquera precisa ser feito através do Paese
Linha 12-Safira
Na linha 12-Safira, os trens circulam somente entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. Passageiros que seguem para outras estações devem utilizar rotas alternativas, ou os ônibus Paese.
Linha 13-Jade
A linha 13-Jade permanece com a circulação totalmente suspensa nesta manhã. O Expresso Aeroporto também não está funcionando.
Governo aciona plano de contingência
Para reduzir os impactos da paralisação, o Governo de São Paulo informou que colocou em prática um plano de contingência envolvendo CPTM, Metrô, concessionárias e empresas de ônibus.
Entre as medidas adotadas estão:
- Abertura antecipada das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô, às 4h;
- Reforço da operação da Linha 3-Vermelha, principal alternativa para passageiros da zona leste;
- Envio de trens extras para estações com maior demanda;
- Reforço das equipes de atendimento nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda;
- Ampliação da oferta de trens nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, que seguem operando normalmente.
Tarcísio critica paralisação
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a greve e e afirmou que a paralisação não mudará a posição do governo nas negociações com a categoria.
Em publicação nas redes sociais, Tarcísio classificou o movimento como uma tentativa de pressionar o governo e afirmou que o diálogo continuará aberto.
“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo.”
PAESE disponibiliza 128 ônibus
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE) para atender os passageiros das linhas afetadas.
Ao todo, foram disponibilizados 128 ônibus, distribuídos da seguinte forma:
- Linha 11-Coral: 58 ônibus;
- Linha 12-Safira: 60 ônibus;
- Linha 13-Jade: 10 ônibus.
Além disso, as linhas intermunicipais que atendem as regiões afetadas também receberam reforço na frota.
Polícia reforça segurança nas estações
A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento preventivo no entorno das estações ferroviárias, terminais de transporte e demais locais de grande circulação de passageiros.
O monitoramento das ocorrências também foi intensificado por meio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
Por que a CPTM está em greve?
A paralisação foi mantida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, mesmo após negociações com o Governo do Estado.
O principal motivo é a preocupação dos trabalhadores com o futuro dos empregos após a concessão das linhas à concessionária Trivia Trens.
A CPTM informou que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de parte do efetivo durante a greve.
Enquanto a paralisação continua, a orientação é que os passageiros consultem a situação da linha antes de sair de casa e utilizem as alternativas disponibilizadas pelo sistema de transporte.
Estações fechadas
O presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Michael Cerqueira, afirmou nesta terça-feira (4/8) que os ferroviários em greve não estão cumprindo a decisão judicial que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Segundo Cerqueira, o descumprimento da medida tem impedido a abertura gradual de novas estações durante a paralisação.
“O planejamento era abrir as estações conforme os funcionários entrassem em suas escalas, respeitando a decisão da Justiça. Como isso não aconteceu, não conseguimos avançar na operação”, declarou ao Bom Dia SP, da TV Globo.
