Régis Bittencourt: veja as obras previstas na rodovia após nova concessão ser confirmada pelo Governo

Investimentos ultrapassam os R$ 7 bilhões em 15 anos

O governo federal realiza no próximo dia 23 de julho o leilão da concessão da BR-116 Régis Bittencourt, principal licitação rodoviária prevista para este ano. Foto: Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Nesta quinta-feira (23), a EPR venceu o leilão para a concessão da rodovia Régis Bittencourt, no trecho da BR-116 que liga São Paulo a Curitiba. O novo contrato prevê duração de 15 anos e investimentos na casa de R$ 7,07 bilhões, bem como de outros R$ 4 bilhões para a operação. A empresa assume o lugar da Arteris, que também participou do certame, juntamente com Motiva.

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Além de oferecer um desconto de 22,53% na tarifa básica de pedágio, a EPR terá de cumprir um cronograma de obras ao longo dos 383 km da principal via de escoamento econômico entre as regiões Sul e Sudeste do Brasil. A nova concessionária já administra rodovias no Paraná. São 662,1 km das rodovias BR-277, BR-163, PR-182, PR-483, PR-180, PR-280 e PR-158.

De acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), entre as principais intervenções previstas para ampliação de capacidade e segurança viária estão 68,91 km de faixas adicionais, 32,80 km de vias marginais, 27,38 km de correções de traçado, dois túneis e novos viadutos, 18 passarelas e intervenções nos pontos críticos de tráfego e trechos de serra.

Segundo dados da Arteris, o tráfego médio diário supera os 29 mil veículos e é composto por um expressivo volume de ônibus e caminhões, que representam cerca de 80% do movimento total. A rodovia corta 11 cidades de São Paulo e cinco do Paraná.

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Números: confira as obras previstas na Régis Bittencourt

Além de obras de sinalização, recuperação do piso e melhorias de segurança, a EPR se compromete a realizar internvenções importantes até 2041, quando vence o contrato. Existe ainda a expectativa sobre uma possível redução das tarifas de pedágio, o que só deve ocorrer quando todo o processo burocrático, como homolagção do leilão e assinaturas de contrato, terminar.

Veja as obras previstas na nova concessão da Régis Bittencourt:

  • 68,91 km de faixas adicionais para melhorar a fluidez;
  • 30,80 km de novas vias marginais;
  • 27,38 km em correções de traçado;
  • 18 novas passarelas;
  • 2 novos túneis, além de viadutos
  • 14 pontos de ônibus;
  • 19 passagens de fauna;
  • 32,8 km de ciclovias;
  • 91,4 km de iluminação em trechos de serra;
  • 13 melhorias em interseções;
  • 2 melhorias de acesso;
  • 4 obras de macrodrenagem

A EPR assumirá a concessão da Régis Bittencourt, no lugar da Arteris, cujo contrato assinado em 2008 deveria durar 25 anos. Segundo a ANTT, o novo leilão se deu por conta de dificuldades da antiga gestora em cumprir o contrato.