A Prefeitura de São Paulo estuda dois projetos de teleféricos que, somados, podem chegar a 15,2 quilômetros de extensão e 18 estações, com conexão direta com duas linhas do Metrô de São Paulo.
As propostas estão previstas para a Brasilândia, na zona norte, e para o Jabaquara, na zona sul.
Os números consideram a proposta mais extensa analisada para a Brasilândia, com 11,9 km e 13 estações, e o projeto estudado para o Jabaquara, que prevê 3,3 km e cinco estações.
Os dois projetos ainda estão em fase preliminar e não têm definição conclusiva.
Na Brasilândia, a ligação seria feita com a futura estação Brasilândia da linha 6-Laranja, inaugurada em julho. No Jabaquara, o teleférico teria conexão com a linha 1-Azul do Metrô.
Teleférico da Brasilândia
Na zona norte, os estudos analisam duas alternativas diferentes para o teleférico. As duas têm paradas no CEU Paz e no entorno da futura estação Brasilândia da linha 6-Laranja.
A proposta elaborada pela SP Urbanismo é a mais extensa, com 11,9 quilômetros e 13 estações. O projeto seria implantado em fases e alcançaria também bairros vizinhos, como a Vila Nova Cachoeirinha.
Nesse cenário, a estimativa é de 3.480 embarques por hora, com tempo de percurso de aproximadamente 32 minutos.
O custo de implantação foi estimado em R$ 2,3 bilhões, além de despesas anuais de operação e manutenção.
A outra alternativa foi elaborada pela SPTrans e é bem menor. O trajeto teria 2,6 quilômetros, quatro estações e ligação direta entre o CEU Paz e a futura estação Brasilândia, com duas paradas intermediárias.
Essa opção estima cerca de 2.010 embarques por hora e custo de implantação de R$ 516 milhões.
Um dos desafios apontados nos estudos para a implantação na região é a presença de linhas de alta tensão. A SPTrans indica que a questão precisaria ser avaliada com as operadoras responsáveis pela infraestrutura elétrica.
Teleférico do Jabaquara
Na zona sul, a proposta analisada pela SPTrans prevê uma linha entre o Terminal Jabaquara e o Jardim São Savério.
O projeto tem 3,3 quilômetros de extensão e cinco estações, com percurso estimado em cerca de dez minutos. A previsão é de uma demanda máxima de 2.530 passageiros por hora.
As estações foram planejadas para atender áreas como o São Paulo Expo, Centro Paralímpico, Zoológico, Jardim Botânico e Avenida Cursino, além do próprio Terminal Jabaquara.
O teleférico também teria conexão com a linha 1-Azul do Metrô, permitindo a ligação entre o Jardim São Savério e a rede metroviária.
O estudo estima redução de aproximadamente 70% no tempo de viagem em relação ao deslocamento atual, de acordo com a SPTrans.
O projeto tem custo estimado de R$ 650 milhões para implantação e outros R$ 44,2 milhões por ano para manutenção e operação.
Dois projetos ainda estão em análise
Apesar dos estudos já desenvolvidos, os dois teleféricos não estão definidos como obras a serem executadas.
A Prefeitura informou que as propostas passam por análise interna e permanecem em fase preliminar, sem definição conclusiva.
Entre os fatores considerados estão a mudança na demanda da Brasilândia com a chegada da linha 6-Laranja e o crescimento da população no Jardim São Savério e no Jabaquara.
No caso da Brasilândia, a Prefeitura também contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) para avaliar alternativas de modelagem e apoiar a estruturação financeira do projeto. O contrato tem valor de R$ 1,919 milhão e vigência de 14 meses.
A contratação envolve especificamente a avaliação econômico-financeira de alternativas para a implantação e operação do Teleférico Brasilândia.
Portanto, o contrato não significa que a obra tenha sido definida ou que a implantação esteja autorizada.
