Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (22/9) da abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O encontro reúne representantes dos 193 países-membros entre 22 e 28 de setembro. A programação coloca diferentes posições sobre segurança, conflitos e relações internacionais no mesmo espaço.
Lula leva soberania brasileira ao discurso
A expectativa em torno de Lula está ligada à defesa da soberania brasileira. O tema aparece em diferentes áreas da política externa do governo e deve ocupar espaço na fala presidencial diante dos demais países.
A soberania também aparece em decisões recentes do governo. Em setembro, Lula sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A medida foi apresentada pelo governo como parte de uma estratégia para ampliar o controle nacional sobre recursos considerados importantes.
O discurso ocorre em um cenário de novas discussões sobre a atuação de países estrangeiros em assuntos internos. Lula deve abordar a importância do respeito às instituições e à autonomia das nações.
A fala também será observada pelo contexto das relações entre Brasil e Estados Unidos. Os dois governos retomaram negociações comerciais em agosto após novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Trump coloca Irã no centro das atenções
Donald Trump será o segundo chefe de Estado a discursar nesta terça-feira. A própria ONU confirma a sequência tradicional entre Brasil e Estados Unidos na abertura do Debate Geral.
O conflito entre Washington e Teerã deve estar entre os principais assuntos acompanhados durante a semana. O governo norte-americano já indicou que a questão nuclear iraniana estará entre os temas da atuação dos Estados Unidos na Assembleia.
A presença iraniana também chama atenção. O presidente Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi receberam autorização para participar presencialmente da semana de alto nível. A delegação, porém, terá restrições de deslocamento nos Estados Unidos.
O encontro cria um espaço para declarações diretas sobre a guerra e sobre possíveis caminhos diplomáticos. Qualquer avanço, contudo, dependerá das posições apresentadas pelos envolvidos e das negociações realizadas paralelamente.
Assembleia da ONU terá outros temas além do conflito
A programação oficial não se limita às questões militares. A 81ª sessão tem como tema “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
A agenda inclui reuniões sobre desenvolvimento, mudanças climáticas, elevação do nível do mar, prevenção de pandemias e eliminação de armas nucleares.
O Debate Geral reúne chefes de Estado e de governo para apresentar prioridades e posições sobre problemas internacionais. Cada país tem, em regra, 15 minutos para fazer sua declaração.
Além dos discursos, a semana concentra reuniões bilaterais. Esses encontros podem tratar de comércio, segurança, conflitos regionais e cooperação entre governos.
O que acompanhar nos próximos dias
A sequência dos discursos ajuda a definir o ritmo político da semana. O Brasil abre o Debate Geral, seguido pelos Estados Unidos. O Irã terá sua participação na quarta-feira, enquanto outros países envolvidos em conflitos também terão espaço ao longo da programação.
Assim, a Assembleia Geral deve concentrar declarações sobre soberania, segurança internacional e conflitos em andamento. As posições apresentadas por Lula, Trump e pelos demais governos serão acompanhadas ao longo dos próximos dias.
