Presidente Lula embarca para Nova York, nos EUA, para participar da 81ª Assembleia Geral da ONU com foco no multilateralismo

Presidente brasileiro reforça defesa por mudanças estruturais no Conselho de Segurança e diálogo em fóruns internacionais durante viagem aos Estados Unidos

Lula fará a abertura do evento na terça-feira (22/9) / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula fará a abertura do evento na terça-feira (22/9) / Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (20/9) para Nova York, nos Estados Unidos, onde integra a comitiva brasileira na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Na terça-feira (22/9), Lula fará a tradicional abertura do evento e deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais e a urgência de reformas nos órgãos de governança global.

A agenda oficial prevê reuniões de alto nível, incluindo um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, antes do pronunciamento do chefe de Estado brasileiro na tribuna principal da Assembleia.

Defesa histórica da reforma no Conselho de Segurança

Um dos pilares da participação do Brasil no encontro internacional é a cobrança por transformações profundas na estrutura do Conselho de Segurança da ONU. O País argumenta que o modelo atual está defasado frente às dinâmicas geopolíticas contemporâneas e carece de maior representatividade de nações emergentes e de regiões historicamente sub-representadas.

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  • Ampliação do debate: o tema é tratado como essencial para devolver eficácia e legitimidade às decisões globais voltadas à manutenção da paz.
  • Posicionamento diplomático: a diplomacia brasileira articula alianças estratégicas com blocos como G77, BRICS e IBAS para pressionar por avanços práticos nas negociações.

Encontros bilaterais e comitiva ministerial

Além do discurso principal, a delegação do Brasil participa ativamente de debates paralelos centrados em direitos internacionais humanitários, combate às desigualdades globais e medidas voltadas à estabilidade no Oriente Médio, com destaque para a situação da Palestina.

A programação do presidente também contempla diálogos multilaterais para estreitar laços comerciais e políticos com diferentes lideranças globais presentes na sede da organização em Nova York. O retorno de Lula ao Brasil está programado logo após a conclusão de seus compromissos oficiais na Assembleia.