O ex-senador e ex-candidato à Presidência do Paraguai Payo Cubas viveu momentos de forte tensão na madrugada desta sexta-feira (6/11) ao ser expulso por manifestantes durante um protesto contra o governo do Presidente Santiago Peña. O episódio ocorreu no centro de Assunção, onde milhares de cidadãos se reuniram para demonstrar insatisfação com a gestão federal, a crise econômica e as recentes polêmicas envolvendo o sistema financeiro local.
Conhecido por seu estilo polêmico e por liderar o movimento populista de extrema direita Cruzada Nacional, Payo Cubas – considerado o ‘Milei paraguai’ por suas posições parecidas com a do Presidente argentino, tentou se integrar à caminhada dos protestos para discursar. No entanto, a presença do político foi prontamente rejeitada pelos organizadores e integrantes do ato, que o acusaram de tentar se apropriar da pauta social para obter ganhos políticos pessoais.
Hostilidade e retirada sob escolta de Payo Cubas
A reação dos manifestantes escalou rapidamente. Aos gritos de “oportunista” e vaias generalizadas, o ex-senador foi cercado pela multidão, que exigiu sua saída imediata do local. Diante da pressão e de empurrões no meio do aglomerado de pessoas, Cubas precisou ser retirado às pressas da praça principal por correligionários e apoiadores próximos, evitando agressões físicas diretas.
O protesto contra o governo de Santiago Peña tem reunido diversos setores da sociedade civil, sindicatos e movimentos estudantis. Os manifestantes alegam que a pauta do ato é suprapartidária e visa cobrar transparência e respostas do Poder Executivo, rejeitando a presença de figuras políticas que visem palanque eleitoral antecipado.
Cenário político conturbado no Paraguai
O incidente reflete a crescente polarização e o desgaste da classe política tradicional no Paraguai. Payo Cubas, que obteve o terceiro lugar nas eleições presidenciais de 2023 e chegou a ser detido no mesmo ano por instigar mobilizações violentas contra o resultado das urnas, tenta reorganizar sua base eleitoral para os próximos pleitos.
Entretanto, a rejeição sofrida nas ruas da capital demonstra a resistência de movimentos sociais em alinhar suas reivindicações às lideranças radicais da oposição. Enquanto o governo de Santiago Peña enfrenta pressão por reformas e estabilidade institucional, a oposição paraguaia segue fragmentada na busca por protagonismo popular.









