Suposta namorada de Putin pode ser incluída em punições dos EUA

Um jornal americano afirma que a ex-atleta estava em uma pré-lista de alvos de sanções

Alina Kabaeva, suposta namorada secreta de Putin

Alina Kabaeva, suposta namorada secreta de Putin | Reprodução/Redes sociais

Desde o início da Guerra da Ucrânia, a Casa Branca anunciou uma série de pacotes de sanções contra empresas e pessoas ligadas ao presidente russo, Vladimir Putin: bancos, estatais, políticos, oligarcas e até as duas filhas do chefe do Kremlin receberam punições.

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Nesta semana, o jornal The Wall Street Journal destacou, com base em relatos de autoridades ligadas ao governo americano, que uma pessoa teria sido tirada da lista sob o temor de que restrições impostas a ela aumentassem ainda mais as tensões entre Washington e Moscou: a ex-ginasta Alina Kabaeva, suposta namorada secreta e mãe de três filhos do líder russo.


O WSJ afirma que a ex-atleta estava em uma pré-lista de alvos de sanções, mas uma decisão de retirar seu nome foi emitida pouco antes de a relação ser enviada ao Conselho de Segurança Nacional –órgão responsável por assessorar o presidente americano em relação à política externa.


A relação dos dois, ainda segundo a publicação, iria além da vida amorosa: Kabaeva seria uma das principais beneficiárias da fortuna atribuída a Putin ao redor do mundo. A constatação aparece em um relatório sobre as investigações acerca da suposta interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA em 2016, que culminaram na vitória do republicano Donald Trump.

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Em 2008, em visita à Sardenha, Putin foi questionado por um jornalista sobre as especulações que ligavam seu nome ao da ex-ginasta. O político, como era de se esperar, respondeu criticando aqueles “que tentam entrar na vida de outra pessoa com fantasias eróticas”. E acrescentou: “Não há uma única palavra de verdade no que você disse”.


Kabaeva estava se aposentando do esporte naquela época e logo em seguida seria eleita para o Parlamento pelo Rússia Unida, partido de Putin. Em 2018, ainda viria a ser indicada à presidência de uma organização que controla os principais meios de comunicação pró-governo. A nomeação fez com que ela tivesse um salto de rendimentos, de US$ 140 mil (R$ 693 mil, em valores de hoje) anuais como deputada para US$ 12 milhões (R$ 59,5 milhões) no National Media Group.


Putin foi casado com Liudmila Putina, ex-comissária de bordo da Aeroflot e mãe daquelas que são consideradas as únicas filhas do presidente, por 30 anos, até 2013.

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Desde então, ele nunca assumiu um novo relacionamento, também em meio a uma estratégia de propaganda de que o chefe do Kremlin vive uma rotina árdua, voltada apenas para o trabalho.


Ainda assim, a inteligência dos EUA e de países europeus apontam que Kabaeva teria dado à luz, em 2015, a um filho com Putin, com o parto ocorrendo em um hospital luxuoso na Suíça, com vista para o lago de Lugano. Quatro anos depois, ela ainda teria tido gêmeos em Moscou –o WSJ aponta que um jornal russo chegou a publicar a notícia do nascimento, sem citar Putin, mas o texto foi removido.


Kabaeva, hoje com 39 anos, nasceu no Uzbequistão quando o país fazia parte da União Soviética. Aos 13 anos, ela já participava de competições internacionais de ginástica e com 17 conquistou a primeira medalha olímpica, em Sydney-2000. Quatro anos depois, nos Jogos de Atenas, levou um ouro.

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A ginástica rítmica é bastante popular na Rússia, o que tornou Kabaeva uma estrela nacional. Além dos prêmios olímpicos, ela subiu ao pódio dezenas de vezes em campeonatos mundiais e europeus. Em 2001, foi condenada a entregar a medalha que havia conquistado no Mundial de Madri, após ser pega no antidoping –e ainda foi suspensa por um ano.


No último sábado (23), segundo o WSJ, a ginasta fez uma rara aparição pública em uma exposição em Moscou. Na ocasião, comentou a Guerra da Ucrânia e, com a marca “Z” ao fundo –símbolo de apoio às forças russas–, disse que a ginástica russa se tornaria mais forte mesmo com um movimento de Ocidente para isolar o país.